ELEMENTOS HISTÓRICOS SOBRE A ACÇÃO PRÁTICA DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS
A MISSÃO DOS TEMPLÁRIOS
O VELHO DO RESTELO
É um sobrevivente.
Eternamente apoiado nos valores estabelecidos, é incapaz de fazer História, mas vive à custa da história que os seus “inimigos” fizeram. Tem a capacidade reptante de se moldar às situações novas, mas, tal como um parasita, em vez de as servir, serve-se delas para seu próprio interesse. É um oportunista. Muda na forma, mas nunca no conteúdo. Quando os “ventos” sopram a favor, o medo que nunca o larga adquire segurança, o rosto descontrai-se-lhe e a voz emite tons afáveis e monocórdicos em detrimento da verve iracunda. Porém, pouco importa de onde sopram os ventos, pois o medo fá-lo andar sempre armado com a fiel Demagogia.
Este Velho continua bem vivo (e rejuvenescido para a idade que tem) nos dias de hoje, pululando alegremente (tipo menino rabino) nas ruas, templos, casas e parlamentos, fustigando o seu látego envolto na melosa e pérfida voz da demagogia. Demagogia esta que recobre o medo de perder os seus pergaminhos. Entretanto, subrepticiamente, lá vai roubando o vigor das nossas almas.
Bufão, hediondo, mascarado de rei, enfeitiça-nos com as suas danças macabras e histéricos risos. Tomou o trono vazio, convertendo-nos em enganados prosélitos de seu jogo.
O Velho do Restelo vive entre nós. Durante anos e anos sucumbimos, por falta de experiência, ao seu encanto. Porém, quando novos valores se alevantarem a sua malediciência, cobardia e conservadorismo estéril serão transmutados.” – Eduardo Amarante
O SENTIDO INTERNO DO CULTO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

“Em tempos muito recuados (os tempos arcaicos), os seres mais evoluídos espiritualmente guiavam a humanidade, sem conhecimento e por isso ignorante, na trilha da sua própria evolução.
A autoridade espiritual impunha-se naturalmente. Vivia-se em Teocracia ou, na terminologia grega, Aristocracia. Os reis-sacerdotes, ungidos, ou iniciados, estavam naturalmente investidos de dois poderes, o material e o espiritual, assumindo-se, assim, como Pontifex, o Pontífice que faz a ponte e une os dois mundos, a Terra e o Céu.
A coroa, que mais tarde veio a ser símbolo da realeza não representa mais do que a cópia física da aura do sétimo chakra.
Na Idade de Ouro, em que o homem convivia com Deus, a religião era desnecessária, uma vez que a humanidade vivia na presença divina. É este o sentido mais interno do culto do divino Espírito Santo." - Eduardo Amarante, in "Profecias - Da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"
Tomar, (lug)ar genésico da missão Templária

"Em Tomar – segunda província templária do mundo, logo a seguir a Gisors, na França – os cavaleiros templários criaram o epicentro de uma missão que iria ser desenvolvida posteriormente e à qual houve quem chamasse o V Império.
Mas, quem é que fundou Tomar? Foi Gualdim Pais. O facto curioso é que, antes da fundação de Tomar, S. Bernardo deslocou-se a Portugal para fundar o Mosteiro de Alcobaça, situado na região. Dentro do seu género é o mais importante que existe em todo o mundo. É uma réplica da casa-mãe, o Mosteiro de Claraval, actualmente em ruínas. Alcobaça albergava uma das mais importantes bibliotecas da Europa.
Naquela época, uma biblioteca era muito mais do que um centro de consulta de livros; era, fundamentalmente, um lugar de estudo e de investigação científica, precursor das universidades. Os monges e os monges-guerreiros tiveram, assim, acesso a milhares de manuscritos, numa época em que esses eram raros e, na maioria dos casos, censurados. Estes dados são importantes para se compreender que a missão templária teve um fortíssimo suporte místico-cultural desde o seu início." - Eduardo Amarante
É NA ADVERSIDADE QUE SE FORJAM OS VERDADEIROS HOMENS

"Não podemos, não devemos e não temos razão para não nos orgulharmos do nosso passado e ganhar, assim, alento e ânimo para o futuro que nos espera: a realização da missão de que somos herdeiros. Portugal ou a Lusitânia refundada não nasceu fruto do acaso.
Não temos de ter complexos e menos ainda vergonha de termos sido grandes e, sobretudo, não nos culpabilizem de termos tido líderes, homens de escol, que tão sabiamente souberam dirigir os destinos do país. E, neste caso, o futuro será o melhor juiz.
Que fazer para viabilizar a reconstrução de um país quando todos os esforços se disseminam, uns na indiferença, outros na separatividade (apesar de se falar tanto de globalização), na luta entre facções, em vez de convergirem num só sentido, num sentimento de unidade e afirmação do país face a outros que desejam ser os senhores do mundo?
A resposta não é fácil porque, se há coisa que trava essa reconstrução, é a doença de que padecemos: a perda progressiva da identidade. Não obstante, todos nós temos uma identidade que nos é dada no acto de nascer e, na medida do possível, somos livres de mudá-la quando quisermos.
Quando um homem se identifica com o seu passado histórico e com a herança dos seus predecessores sabe bem que é em momentos de profunda crise que deve afirmar a sua história e, nesse instante, ele torna-se uma parte da encarnação histórica da sua pátria e consegue, assim, religar o elo perdido, não rompendo, desse modo, a cadeia ancestral.
Na nossa história, e à semelhança da história das outras nações, é na adversidade que se forjam os verdadeiros homens capazes de identificar o seu destino com a cultura do seu povo, do seu país."
Eduardo Amarante
OPHIUSSA, TERRA DAS SERPENTES

Avieno, na Ora Marítima, ao referir-se à Península Ibérica, conta o seguinte:
“Dizem que Ophiussa é tão larga como a ilha de Pélope, na Grécia. Chamou-se-lhe primeiro Oestrymnia, porque habitaram esses lugares e campos os oestrymnios; depois, enormes quantidades de serpentes obrigaram os seus habitantes a fugir e a receber novo nome”.
Com isto Avieno terá pretendido assinalar que a Península Ibérica trocou o seu antigo nome quando, após uma invasão, foi dominada por novos habitantes. É evidente que Avieno, quando se refere a serpentes, fá-lo alegoricamente. Sendo a serpente um símbolo da sabedoria, o geógrafo latino referia-se a seres humanos muito sábios que, a um dado momento da história remota, habitaram os lugares peninsulares, após os terem conquistado.
No norte de Portugal, na Galiza e nas Astúrias abundam as tradições que falam de cavernas com tesouros guardados por serpentes. Esta é a guardiã de segredos. Por exemplo, no Egipto, os faraós exibiam o símbolo da serpente (Oreus) na fronte como sinal do seu poder. Também encontramos a figura da serpente no caduceu de Hermes (Mercúrio) e com bastante interesse a vemos representada na imagem com pés de serpente que aparece num dos selos da Ordem do Templo (o Abraxas), por baixo da inscrição “Secretum Templum.”
Eduardo Amarante


