LUSITÂNIA, COROA DA EUROPA


"… Quando cientistas quinhentistas, defensores da Rosa e da Cruz, resolveram representar cartograficamente a Europa em forma de VIRGEM, sendo a Lusitânia a sua coroa e apontando a sua cruz em direcção aos Açores, deixaram-nos uma pista preciosa, já seguida por Fernando Pessoa, quando reclamava que FALTA CUMPRIR PORTUGAL.
“A chama lusa sobreviveu, ainda que às escondidas, à anexação da antiga Lusitânia pelo Império Romano. Renasceu com força no século XII através da Ordem do Templo, criando-se então Portugal. Expandiu-se pelo mundo pela mão da Ordem de Cristo e dos seus cavaleiros iniciados. Aguentou décadas do domínio castelhano e os séculos de governação por Reis e Estadistas bem intencionados, mas não conhecedores das tarefas que ainda se encontravam à nossa frente.
“Existem razões para acreditar que a chama lusa sobreviverá à integração deste pais na comunidade que agora se forma, e que todas as parcelas do mundo lusíada espalhadas pelo globo continuarão a mostrar o seu carinho pelo Pátria-Mãe."


In Rainer Daehnhardt, “A Missão Templária nos Descobrimentos”


Ilustração: O mapa da Europa representada em forma de Virgem Coroada, obra quinhentista de Heinrich Bünting. A Lusitânia é a coroa e a sua cruz aponta para os Açores.

ELEMENTOS HISTÓRICOS SOBRE A ACÇÃO PRÁTICA DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS


·       As lutas que travaram no Oriente contra os inimigos da fé cristã, nomeadamente na Terra Santa e, depois, na Península Ibérica;
·       A protecção que davam aos peregrinos que se deslocavam aos lugares santos;
·       O “sistema bancário” criado por eles para transaccionar dinheiro a longas distâncias, evitando-se assim que os peregrinos fossem assaltados pelo caminho;
·       O desenvolvimento da troca de produtos entre o Oriente e o Ocidente;
·       O intercâmbio cultural entre o Ocidente e o Oriente;
·       O transporte por mar através de barcos;
·       E a sua posterior intervenção nos descobrimentos portugueses sob o nome de Ordem de Cristo.


in Eduardo Amarante, "Templários", vol. 3

A MISSÃO DOS TEMPLÁRIOS



"A missão da Ordem do Templo, guardiã dos Caminhos e Lugares Santos, tinha, assim, por objectivo a constituição de um Templo interior, condição dos homens verdadeiramente livres e virtuosos, simbolizado exteriormente pelo Templo de Salomão.
A nível global, os Templários tinham por finalidade o aperfeiçoamento moral e espiritual da humanidade.
Para tal, os Templários planearam constituir uma “Nova Ordem Universal e supra tradicional” para a instauração de um Império Espiritual ou Quinto Império, que respeitasse os costumes e crenças de cada povo, mas todos eles unidos numa mesma visão espiritual do mundo, assente na unidade do sagrado.
Importa relembrar que a Ordem do Templo foi a última sociedade secreta europeia que, como organização político-religiosa, teve na sua posse alguns dos mistérios do Oriente.
Essas mesmas cerimónias secretas, em Tomar, eram realizadas nos subterrâneos ou criptas existentes sob a cintura do castelo, que eu próprio nos anos oitenta tive o privilégio de ver parcialmente, antes mesmo de terem sido encerrados." - Eduardo Amarante

O VELHO DO RESTELO


“Personagem quase histórico da epopeia lusíada, o Velho do Restelo é, contudo, um símbolo que adquire especial vigor nos momentos cruciais da História, na charneira entre um passado já gasto e um futuro alimentado pela Alma de um povo que se reencontra. Destino histórico, evolução, grandeza, são ideias que só de as ouvir fica arrepiado. Mudo, trémulo, acobardado nos momentos de glória, nunca se dá por vencido e aproveita as menores falhas para esgrimir as suas sentenças injuriosas a coberto de um falso humanismo adaptado às situações criadas.
É um sobrevivente.
Eternamente apoiado nos valores estabelecidos, é incapaz de fazer História, mas vive à custa da história que os seus “inimigos” fizeram. Tem a capacidade reptante de se moldar às situações novas, mas, tal como um parasita, em vez de as servir, serve-se delas para seu próprio interesse. É um oportunista. Muda na forma, mas nunca no conteúdo. Quando os “ventos” sopram a favor, o medo que nunca o larga adquire segurança, o rosto descontrai-se-lhe e a voz emite tons afáveis e monocórdicos em detrimento da verve iracunda. Porém, pouco importa de onde sopram os ventos, pois o medo fá-lo andar sempre armado com a fiel Demagogia.
Este Velho continua bem vivo (e rejuvenescido para a idade que tem) nos dias de hoje, pululando alegremente (tipo menino rabino) nas ruas, templos, casas e parlamentos, fustigando o seu látego envolto na melosa e pérfida voz da demagogia. Demagogia esta que recobre o medo de perder os seus pergaminhos. Entretanto, subrepticiamente, lá vai roubando o vigor das nossas almas.
Bufão, hediondo, mascarado de rei, enfeitiça-nos com as suas danças macabras e histéricos risos. Tomou o trono vazio, convertendo-nos em enganados prosélitos de seu jogo.
O Velho do Restelo vive entre nós. Durante anos e anos sucumbimos, por falta de experiência, ao seu encanto. Porém, quando novos valores se alevantarem a sua malediciência, cobardia e conservadorismo estéril serão transmutados.” – Eduardo Amarante

O SENTIDO INTERNO DO CULTO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO


“Em tempos muito recuados (os tempos arcaicos), os seres mais evoluídos espiritualmente guiavam a humanidade, sem conhecimento e por isso ignorante, na trilha da sua própria evolução.

A autoridade espiritual impunha-se naturalmente. Vivia-se em Teocracia ou, na terminologia grega, Aristocracia. Os reis-sacerdotes, ungidos, ou iniciados, estavam naturalmente investidos de dois poderes, o material e o espiritual, assumindo-se, assim, como Pontifex, o Pontífice que faz a ponte e une os dois mundos, a Terra e o Céu.

A coroa, que mais tarde veio a ser símbolo da realeza não representa mais do que a cópia física da aura do sétimo chakra.

Na Idade de Ouro, em que o homem convivia com Deus, a religião era desnecessária, uma vez que a humanidade vivia na presença divina. É este o sentido mais interno do culto do divino Espírito Santo." - Eduardo Amarante, in "Profecias - Da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"

Tomar, (lug)ar genésico da missão Templária


"Em Tomar – segunda província templária do mundo, logo a seguir a Gisors, na França – os cavaleiros templários criaram o epicentro de uma missão que iria ser desenvolvida posteriormente e à qual houve quem chamasse o V Império.

Mas, quem é que fundou Tomar? Foi Gualdim Pais. O facto curioso é que, antes da fundação de Tomar, S. Bernardo deslocou-se a Portugal para fundar o Mosteiro de Alcobaça, situado na região. Dentro do seu género é o mais importante que existe em todo o mundo. É uma réplica da casa-mãe, o Mosteiro de Claraval, actualmente em ruínas. Alcobaça albergava uma das mais importantes bibliotecas da Europa.

Naquela época, uma biblioteca era muito mais do que um centro de consulta de livros; era, fundamentalmente, um lugar de estudo e de investigação científica, precursor das universidades. Os monges e os monges-guerreiros tiveram, assim, acesso a milhares de manuscritos, numa época em que esses eram raros e, na maioria dos casos, censurados. Estes dados são importantes para se compreender que a missão templária teve um fortíssimo suporte místico-cultural desde o seu início." - Eduardo Amarante

É NA ADVERSIDADE QUE SE FORJAM OS VERDADEIROS HOMENS


"Não podemos, não devemos e não temos razão para não nos orgulharmos do nosso passado e ganhar, assim, alento e ânimo para o futuro que nos espera: a realização da missão de que somos herdeiros. Portugal ou a Lusitânia refundada não nasceu fruto do acaso.

Não temos de ter complexos e menos ainda vergonha de termos sido grandes e, sobretudo, não nos culpabilizem de termos tido líderes, homens de escol, que tão sabiamente souberam dirigir os destinos do país. E, neste caso, o futuro será o melhor juiz.

Que fazer para viabilizar a reconstrução de um país quando todos os esforços se disseminam, uns na indiferença, outros na separatividade (apesar de se falar tanto de globalização), na luta entre facções, em vez de convergirem num só sentido, num sentimento de unidade e afirmação do país face a outros que desejam ser os senhores do mundo?

A resposta não é fácil porque, se há coisa que trava essa reconstrução, é a doença de que padecemos: a perda progressiva da identidade. Não obstante, todos nós temos uma identidade que nos é dada no acto de nascer e, na medida do possível, somos livres de mudá-la quando quisermos.

Quando um homem se identifica com o seu passado histórico e com a herança dos seus predecessores sabe bem que é em momentos de profunda crise que deve afirmar a sua história e, nesse instante, ele torna-se uma parte da encarnação histórica da sua pátria e consegue, assim, religar o elo perdido, não rompendo, desse modo, a cadeia ancestral.

Na nossa história, e à semelhança da história das outras nações, é na adversidade que se forjam os verdadeiros homens capazes de identificar o seu destino com a cultura do seu povo, do seu país."

Eduardo Amarante