AS MULHERES NA IDADE MÉDIA


As leis que norteavam a Idade Média até ao séc. XIV eram bem diversas daquelas que inicialmente poderíamos supor. E isto porquê? Porque:
• O casamento dos sacerdotes era admitido até ao século XI;
• A herança das mulheres e crianças era legal até ao século XIV;

• A maioridade acontecia aos catorze anos até ao século XVI;
• E, por último, a esposa, ao conservar o seu nome próprio até ao século XVI, engendrou liberdades que foram de seguida ferozmente reprimidas. (*)
Inclusivamente, a mulher no tempo das catedrais conservava os seus bens pessoais no casamento. Tinha o direito de fazer testamento. Não era considerada a metade do seu marido, mas a sua companheira.
A célebre Lei Sálica que proibia as mulheres de reinarem, só foi introduzida no século XlV. Até então, a mulher medieval, tal como a mulher celta, podia suceder ao marido e tomar conta do feudo após a morte dele. Foi Filipe o Belo, “carrasco” dos templários, o primeiro a decretar uma lei que visava afastar a mulher da sucessão ao trono.

(*) Muitas das (re)conquistas sociais da actualidade fariam, certamente, sorrir Bernardo de Claraval…

In Eduardo Amarante, “Templários”, Vol. 3

A MALHA DO TEMPO E OS PORTAIS ENERGÉTICOS DA TERRA



Existem lugares especiais, ou melhor dito, mágicos, que funcionam como que uma espécie de portais energéticos, ou centros de energia, onde a malha do tempo é menos forte e onde o véu de Maya também se faz sentir com menos intensidade. Através dos conhecimentos milenares da China, o planeta Terra possui “caminhos energéticos”, à semelhança do corpo humano que possui os nadis (fluxos energéticos que “equivalem” aos circuitos prateados dos chips dos actuais microcomputadores). Esses portais funcionam como garante da comunicação da Terra com outras fontes de energia, tal como sucede com os nossos centros energéticos (chakras) que funcionam ao longo da espinal medula do homem. A partir destes centros temos acesso a outros planos de consciência ou, em termos científicos, a outras dimensões.

in Eduardo Amarante, Profecias – Da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo

OS LUSITANOS E O MEGALITISMO


“Os Lusitanos estavam genealogicamente relacionados com os antigos construtores dos megálitos peninsulares. Quer isto dizer que a sua presença na faixa ocidental da Península Ibérica remonta a tempos imemoriais, muito anteriores à vinda dos Celtas, bem como dos próprios Iberos. Mas o que importa acima de tudo salientar é que as influências culturais e talvez somatológicas de povos que penetraram tardiamente na Península, esbarraram com os vestígios de uma cultura pré-histórica de tipo superior que, embora desactivada após uma longa estagnação e decadência, não deixou de contribuir poderosamente, quer na preservação das “tendências autonómicas hereditárias” dos Lusitanos quer no domínio cultual pelo simples facto da sua presença e conteúdo mágico. Os Celtas limitaram-se apenas a dar-lhe um novo uso, revitalizando as forças que estes objectos possuíam ou canalizavam.”

In Eduardo Amarante, “Portugal Simbólico – Origens Sagradas dos Lusitanos”

A SOBERBA DOS MAGOS NEGROS LEVOU À DESTRUIÇÃO DA ATLÂNTIDA




O poder e a ciência de que os atlantes eram detentores levaram-nos à guerra que trouxe consigo a destruição por forças que eles próprios foram incapazes de controlar.
Os magos negros da Atlântida, ao infringirem a Lei Universal (Dharma), foram os principais responsáveis pelo grande Dilúvio Universal que fez recuar a humanidade para uma longa idade da pedra. Alcançaram tremendos conhecimentos científicos que utilizaram para a destruição e opressão de outros povos e para desafiar os próprios poderes divinos, tal era a sua soberba e a sua cegueira espiritual. Estes factos, porque ocorreram em tempos imemoriais, são tidos como míticos. Na realidade, a distância que vai do mito à história é, fundamentalmente, temporal. Hoje em dia abriu-se a caixa de Pandora da ciência, e muitos conhecimentos que deviam ser vedados a mentes sem escrúpulos caíram nas mãos dos ambiciosos fariseus, que não crêem em Deus, não crêem no Homem e não respeitam coisa alguma, a não ser a sua própria soberba. Foi assim que essas mentes diabólicas desenvolveram armas capazes de escravizar grande parte da humanidade… até ao dia em que o Dharma actue, com toda a força do Céu.
Existe no mundo manifestado uma luta entre duas forças opostas, luta essa que está no cerne de toda a actividade humana e do seu sentido de permanência, mais do que de simples sobrevivência. Trata-se do eterno combate entre o bem e o mal, a luz e as trevas, em que o homem é o protagonista, pois ao longo da sua existência ou, mais correctamente, das suas sucessivas vidas, está “em luta constante com um mundo que deve ‘transmutar’ se quer cumprir plenamente o seu destino.

Eduardo Amarante, in "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"

Ilustração: "A Destruição da Atlântida", Thomas Cole, 1836.

O GOVERNO DOS REIS-DIVINOS NO EGIPTO E O AFUNDAMENTO DA ILHA DE POSEIDONIS (último resto da Atlântida)




Nas épocas arcaicas do Egipto, que coincidiram com a governação dos Reis-Divinos, antes do afundamento da Ilha de Poseidonis (último resto da Atlântida) no oceano Atlântico, há 11.500 anos, a Terra de Khem (*) estava dividida em três zonas:
·      A costeira ou do Delta, dedicada ao comércio com o mundo exterior;
·  A de Mênfis e Tebas, região dos discípulos, onde tiveram lugar os grandes cultos e as iniciações egípcias;
E a região superior da Núbia e Abissínia, habitada pelos grandes Mestres Iniciados, onde se situava a Grande Loja Branca desde tempos anteriores ao afundamento de Poseidonis (**).
Quando se provar oficialmente que houve, de facto, um tão repentino quão avassalador cataclismo geológico que destruiu a portentosa civilização da Atlântida, admitir-se-á a probabilidade de catástrofes bruscas à escala planetária. A História académica poderá, então, preencher as grandes lacunas ou buracos negros que existem no desenrolar da evolução humana.
Não podemos deixar de citar aqui as palavras proferidas pelo egípcio Sonchis, sacerdote de Saís, ao legislador grego Sólon, de quem descendia Platão pelo lado materno:
“Vós tendes almas jovens; não tendes qualquer velha tradição, nenhuma crença ou conhecimento consagrado pelo tempo, porque foram numerosas as destruições infligidas à humanidade e sê-lo-ão ainda mais.”
Por seu lado, Eusébio de Cesareia (265-339), autor da História da Igreja, refere nos seus escritos que Manethon, sacerdote e historiador egípcio, guardião dos arquivos sagrados do templo de Heliópolis, tinha estudado história nas inscrições das colunas feitas por Thot/Hermes. Após o Dilúvio, esses textos foram traduzidos e transcritos para rolos de pergaminho e guardados nos labirintos subterrâneos de templos desconhecidos. Os Anais históricos da Antiguidade referem que esses enormes depósitos foram construídos por instrução dos sábios da Atlântida, que sabiam da aproximação de um grande cataclismo. Também Crantor (300 a.C.) relata que no Egipto, em lugares secretos, havia colunas que foram mostradas a algumas personalidades gregas, sobre as quais estava gravada, em hieróglifos, a história da Atlântida.
Segundo Heródoto, os sacerdotes egípcios mostraram-lhe 345 estátuas de grandes sacerdotes egípcios que se sucederam durante mais de 11 000 anos, acrescentando:
“Eles afirmam ter absoluta certeza sobre essas datas, porque tiveram sempre o cuidado de anotar, por escrito, a passagem do tempo.”
Segundo o historiador grego Diógenes Laércio, os arquivos dos sacerdotes egípcios tinham, na sua época, século III d.C., uma antiguidade de 49 500 anos.

(*) Aegyptus, a Misteriosa, foi o nome que os gregos atribuíram a essa terra de mistério.

(**) Estudos geológicos demonstraram que grandes alterações climatéricas ocorridas durante o período mesolítico, começaram entre os dez e os nove mil anos a.C., – o que corresponde, precisamente, ao afundamento da ilha de Poseidonis – e terminaram há cerca de cinco mil anos a.C. na Europa.


Eduardo Amarante, in "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"


O SEGREDO INICIÁTICO DA ATLÂNTIDA



“Os ouvidos dos que estiverem
predispostos a receber os ensinamentos
abrem-se ao som das pegadas do Mestre.
Quando os ouvidos do discípulo 

estão dispostos a escutar,
os lábios do Mestre enchem-nos
de Sabedoria.” - Kybalion


Excelsas entidades construtoras do Cosmos visível encarnaram um dia na Terra em forma humana, sendo então reis-divinos, conhecidos nos anais teosóficos como Rishis, Manus ou Prajapatis, que ensinaram aos humanos a astronomia, a arquitectura, as matemáticas, a agricultura, a escrita, etc. Todas as tradições antigas se referem aos continentes Lemur e Atlante e a esses Seres superiores, condutores de povos, que não se manifestaram apenas em formas humanas esporádicas e isoladas, mas também em conjuntos raciais ou étnicos que, pelo seu assinalável grau de desenvolvimento acolheram espíritos superiores para servir de modelo civilizacional e dar um impulso evolutivo à humanidade mais atrasada. Um destes povos escolhidos para albergar esses seres semidivinos foi o povo mexicano dos Nagas ou Nahoas (serpentes de sabedoria), de origem atlante-tolteca, também citado nos Vedas e Puranas hindus.
A mais importante descendência do povo dos Nagas foi o povo Maya. Os povos mediterrânicos e da Europa ocidental têm em comum com os maya-quichés e os nahoas, entre outros antiquíssimos povos do outro lado do Atlântico, uma mesma origem, tal como os egípcios, que não é senão a da raça Atlante, portadora da elevadíssima civilização do continente submerso nas águas do Atlântico. Esta raça atlante é aquela a que Heródoto chamava Cita, também conhecida como líbio-ibera, druídica ou pré-caldaica. O espírito ário predomina em todos estes povos, criadores de grandes civilizações, defensores da doutrina filosófica do “livre arbítrio”…

In "PROFECIAS - Da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

OS PRIMEIROS CRISTÃOS E A CRENÇA NA REENCARNAÇÃO



“Os gnósticos ensinavam que a peregrinação da alma humana pela matéria processava-se ao longo de repetidas vidas na Terra (doutrina da reencarnação), através das quais o homem se vai aproximando lentamente da sua meta que é a redenção final. Daqui se depreende que é correcto falar-se de que houve uma escola secreta, na qual os mistérios de Jesus e as verdades mais profundas eram ensinados, e onde os mestres gnósticos terão sido iniciados. Aliás, verificamos que no Evangelho de S. João, 9, 1-2, lê-se o seguinte: ‘E, passando Jesus, viu um homem, cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: ‘Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?’” 
É evidente o sentido desta frase, porque se os seus discípulos pensavam que esse homem poderia ter pecado antes de nascer, é porque acreditavam na reencarnação e na lei de causa e efeito, isto é, do karma. Aliás, os padres gregos da Igreja acreditavam nas existências sucessivas e S. Jerónimo afirmou mesmo que esta doutrina foi durante muito tempo ensinada na Igreja.


O imperador bizantino Justiniano, no ano 533 d.C., convocou o segundo sínodo de Constantinopla, onde fez publicar um édito que suprimiu a doutrina da reencarnação, embora Jesus e os cristãos primitivos a defendessem. Após este decreto, tudo o que fizesse alusão à reencarnação desapareceu da Bíblia, à excepção de algumas indicações e parábolas de difícil interpretação. Foi assim que os primeiros cristãos se viram privados do fundamento mais importante da sua religião. Para compensar, o clero passou a ensinar a ressurreição da carne no dia do Juízo Final! 
O Novo Testamento foi profundamente alterado – tanto na sua concepção como em relação ao ensinamento original de Jesus – no concílio de Constantinopla, mas também no concílio de Niceia, em 325 d.C.” 

Eduardo Amarante, “Templários” Vol. 1