O ENIGMA CRISTÓVÃO COLOMBO


Parece indubitável que Cristóvão Colombo pertencia ou, pelo 
menos, tinha ligações estreitas com a Ordem de Cristo, herdeira natural e legítima da Ordem do Templo após esta, no século XIV, ter ficado na Europa reduzida a uma existência oculta. Em Portugal, Colombo consultara minuciosamente os mapas dos templários de Tomar. Mas uma pergunta se põe: Como é que os templários teriam tido acesso a este extraordinário segredo que afirmava existir um outro continente do outro lado do Atlântico? Poderemos encontrar a resposta no facto de os nove cavaleiros que fundaram a primitiva Milícia de Cristo (que originou a Ordem do Templo) terem descoberto nos subterrâneos do antigo Templo de Sa lomão, onde se instalaram durante quase dez anos, antigos documentos que revelavam a presença de terras esquecidas no outro lado do Atlântico. Recordemos que no célebre mapa de Piri Reis constava a existência da Antárctida! Cristóvão Colombo, cujo nome era, na realidade, Cristobal Colón, sentia-se movido por uma missão divina, já que o seu nome, provavelmente simbólico, significava o “portador de Jesus Cristo” (Christum ferens) e também o portador da luz (Christophoros) e o “repovoador” (Colón). Nessa sua missão, Colombo não descobriu a América, mas “desocultou-a” no cumprimento de uma ordem para o fazer. Os iniciados nesta “confraria” secreta a que Colón pertencia, já conheciam a América desde há vários séculos, baseando-se em cartas de navegação e mapas do tempo dos Ptolomeus e dos romanos.

in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS, Vol.3 - A Perseguição e a Política de Sigilo de Portugal: A Missão Marítima"

OS FILHOS DE NOÉ, SOBREVIVENTES DA ATLÂNTIDA, DESEMBARCARAM NA COSTA PORTUGUESA


"Segundo a tradição, existia uma civilização portentosa no meio do Oceano Atlântico que, tendo sido alvo de vários cataclismos (o primeiro ascenderia a mais ou menos 800.000 anos), desapareceu no último ocorrido há cerca de 11.500 anos. Esse desastre terrível e de dimensão universal impactou na memória dos homens sob a
s mais diversas formas. A mais conhecida (por ter sido relatada no texto sagrado do cristianismo – a Bíblia) é o mito do Dilúvio e da Arca de Noé.

Os sobreviventes desse povo atlante, detentor de conhecimentos superiores aos do resto da humanidade, espalharam-se numa verdadeira diáspora para Oriente (nomeadamente a Europa e, posteriormente, a Ásia) e Ocidente (a América), tendo deixado inúmeros vestígios em vários locais, sobretudo próximo do litoral, sob a forma de monumentos megalíticos e, simultaneamente, transmitiram determinados conhecimentos (de agricultura, de construção, etc.) aos povos autóctones, menos evoluídos.

L Charpentier escreve a este propósito: “Torna-se natural encontrar, em todos os povos inicialmente ensinados por esse povo disperso, uma identidade de tradições, que persiste apesar das diferenças de raça, de língua e de religião. E enquanto essa tradição se mantiver nas irmandades de ofício ensinadas tradicionalmente, haverá uma base comum, princípios comuns, aplicados à erecção dos monumentos sagrados…”

Assim, e apesar da perda de memória do seu passado, o dilúvio é um assunto que está presente nos camponeses portugueses. Várias são as localidades que reclamam a fama de terem sido fundadas pelos filhos de Noé, cuja arca aportou em várias partes do país."

in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS, Vol.2 - A Génese de Portugal no Plano Peninsular e Europeu" 

OS TEMPLÁRIOS E A VIA INICIÁTICA DRUÍDICA



“Os druidas, seguramente anteriores aos celtas[1], formavam um colégio tornado céltico após a invasão, e eram os herdeiros de uma sabedoria muito antiga que lhes fora transmitida[2]. Conhecimento esse que, por sua vez, terá chegado, via beneditina, a S. Bernardo (de Claraval), grande impulsionador da Ordem do Templo, o qual, segundo relatos da época, teria ele próprio integrado a confraria iniciática druídica.” – Eduardo Amarante


[1] Embora os druidas, cujo nome significa “muito sábio”, estejam, usualmente, ligados aos celtas, a tradição não os considera descendentes desta raça.
[2] Lembremos que os druidas não só eram instrutores, mas também magos. A tradição atribuía-lhes enormes poderes mágicos, tais como o domínio dos poderes de ilusão, a capacidade de levantar ventos e tempestades e de cobrir as terras de nevoeiro para confundir os exércitos e os olhares curiosos, mas também possuíam o dom de ver à distância. Eram médicos do corpo e da alma e realizavam profecias.
Segundo Júlio César (111-44 a.C.), “os druidas ensinavam à juventude o movimento dos astros, a grandeza do mundo e da Terra, as ciências da natureza, a força e o poderio dos deuses imortais”. Por outro lado e apesar de todo o seu saber e poder, a sua filosofia proibia-lhes usar armas e matar, o que de resto contraria muitas das acusações feitas pelos seus inimigos de que faziam sacrifícios humanos. Após a revolta gaulesa do ano 21 da nossa era, o imperador romano Tibério decretou a extinção dos druidas por senatus consulte. No entanto, parece que estes ainda perduraram por mais algum tempo, continuando a ensinar em lugares ermos, em cavernas e em florestas.

A CHAVE PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR


Platão conhecia demasiado bem a realidade humana. Este filósofo da antiguidade sabia que o mundo só podia ser mudado para melhor, melhorando primeiro o próprio homem. Na verdade, só poderemos con
struir um mundo melhor quando o homem se consciencializar de que essa tarefa só é possível se primeiro começar dentro de si. No mundo de hoje é difícil tal acontecer porque, de facto, existem homens que teimam em olhar mais para os outros do que para si próprios. Daí que Platão considerasse a Política como uma arte e uma ciência que devia ser exercida pelos filósofos, pelos verdadeiros filósofos, isto é, por aqueles homens que, pelos seus pensamentos e pelas suas acções mostrassem ser mais sábios e mais capazes de dirigir a Res Pública no interesse de todos os cidadãos. E não tenhamos ilusões: a construção de um mundo melhor não parte de grandes soluções económicas ou sociais; parte, sim, de uma atitude individual de abnegação e altruísmo em relação ao futuro.

A chave do problema está no homem e, portanto, só o homem o pode solucionar. Haja a Vontade e o Querer fazer alguma coisa para mudar o status quo actual. Acredito que a guerra, a fome, o desemprego, a pobreza, em suma, todas as dificuldades e angústias que todos nós temos vindo a sofrer não sejam em vão.

O sofrimento, no pensamento budista, é veículo de consciência e, assim sendo, acredito que esse mesmo sofrimento constituirá uma oportunidade para que despertemos em nós a necessidade de mudança e procuremos a Verdade, a Luz, o Sol (o guia) que brilha no topo da caverna de Platão!
Para bem da Humanidade.
Eduardo Amarante

A SERPENTE – SÍMBOLO E SIGNIFICADO



“Para os povos da antiguidade, a serpente era um transmissor de conhecimento. Nos textos bíblicos encontramo-la, inclusive, relacionada com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Mais tarde, Moisés construiria uma serpente de bronze que sanava os feridos que a olhavam.
Nos povos orientais, a serpente estava associada à transmissão de energia. Esta relacionava-se com uma outra simbologia, a da serpente Kundalini ou energia adormecida no homem. 
Um outro aspecto a ela ligado é o mito da imortalidade e a doutrina da reencarnação (as várias encarnações da alma num corpo), já que periodicamente substitui a sua pele velha por outra nova, num perpétuo rejuvenescimento, à semelhança do que acontece no homem quando muda de corpo (a pele), mas mantém a individualidade que é a sua consciência. 
Um outro símbolo a ela associado é o Ouroboros. Trata-se de um símbolo cósmico em que a serpente aparece enroscada, mordendo a sua própria cauda. Também a vemos enrolada em espiral à volta da árvore (mito de Adão e Eva no Éden), que significa a representação dos ciclos do Tempo.”
In Eduardo Amarante, “Templários”, Vol. 1



ORIGEM ATLANTE PRESENTE NA ALMA PORTUGUESA



Na Península Ibérica, e de forma particular em Portugal, encontramos vestígios indesmentíveis das culturas pré-lusitanas, quer nos monumentos megalíticos, quer nas tradições locais, relativos aos cultos solsticiais[1].
Este povo, que erigiu monumentais blocos de pedra, com uma técnica e simbologia específicas, e que muito provavelmente seria originário da então raça atlante, teria afinidades com vários outros povos importantes na época, como sejam, os tartéssios a sul e os antepassados dos vikings a norte, constituindo, desse modo, a raiz pré-histórica do povo luso.

Para o general João de Almeida, a origem primitiva da raça portuguesa descendia dos sobreviventes da raça atlante, cuja última parte do continente (a Atlântida) foi engolida pelas águas do Atlântico aquando do último grande dilúvio da humanidade ocorrido há cerca de 11.500 anos. Segundo tradições antigas, os atlantes ou os seus descendentes, após este grande cataclismo, teriam deixado em todo o Ocidente, não muito longe da costa, sinais escritos e construções megalíticas que coincidiam com linhas, caminhos ou vias, legando dessa forma uma indicação e, sobretudo, um ensinamento que, mais tarde, veio a ser descoberto e interpretado pelos druidas que, instruídos nessa via, puderam assim utilizá-lo. Esse conhecimento terá sido legado, posteriormente, à Ordem de Cister e, através dela, aos Cavaleiros da Milícia de Cristo, isto é, aos templários.
Fazendo fé nesta antiga tradição, a “raça portuguesa” teria um fundo atlante que seria anterior a todas as posteriores invasões e migrações territoriais. A este propósito, escreve o mesmo autor:
“O sentimento da existência da Atlântida nunca se perdeu, ele esteve sempre na memória dos lusitanos e perdura ainda na alma dos portugueses.”
Tratar-se-ia do inconsciente colectivo que actua na alma, no modus operandi do povo português. Essa reminiscência do continente perdido no fundo do Atlântico (que deu origem ao mito do Dilúvio e da Arca de Noé[2]) explicaria o carácter marítimo e expansionista dos portugueses, da alma lusa. E isto porque o seu inconsciente colectivo impele-os para a busca da aventura rumo ao desconhecido, como que à procura de algo que está para além da memória, alimentados pela eterna saudade do que foi e do que será. Por mais paradoxal que seja, o português não encontra estímulos no tempo presente; é no passado (na nostalgia das origens, na saudade) e no futuro que ele se move, buscando nessa fonte a barca do seu destino e a força do seu génio.

in Eduardo Amarante, "Templários", Vol. 2


[1] As várias tribos, na sua diáspora, foram conduzidas por um colégio de sábios. A repartição dos dólmens e menires em toda a costa ocidental da Europa indicar-nos-ia os pontos de refúgio dos atlantes dispersos.
[2] A este propósito, e de acordo com a mesma tradição, existia uma civilização portentosa no meio do Oceano Atlântico que, tendo sido alvo de vários cataclismos (o primeiro ascenderia a mais ou menos 800.000 anos), desapareceu no último ocorrido há cerca de 11.500 anos. Esse desastre terrível e de dimensão universal impactou na memória dos homens sob as mais diversas formas. A mais conhecida (por ter sido relatada no texto sagrado do cristianismo – a Bíblia) é o mito do Dilúvio e da Arca de Noé. Os sobreviventes desse povo atlante, detentor de conhecimentos superiores aos do resto da humanidade, espalharam-se numa verdadeira diáspora para Oriente (nomeadamente a Europa e, posteriormente, a Ásia) e Ocidente (a América), tendo deixado inúmeros vestígios em vários locais, sobretudo próximo do litoral, sob a forma de monumentos megalíticos e, simultaneamente, transmitiram determinados conhecimentos (de agricultura, de construção, etc.) aos povos autóctones, menos evoluídos. L Charpentier escreve a este propósito: “Torna-se natural encontrar, em todos os povos inicialmente ensinados por esse povo disperso, uma identidade de tradições, que persiste apesar das diferenças de raça, de língua e de religião. E enquanto essa tradição se mantiver nas irmandades de ofício ensinadas tradicionalmente, haverá uma base comum, princípios comuns, aplicados à erecção dos monumentos sagrados…”
Assim, e apesar da perda de memória do seu passado, o dilúvio é um assunto que está presente nos camponeses portugueses. Várias são as localidades que reclamam a fama de terem sido fundadas pelos filhos de Noé, cuja arca aportou em várias partes do país.
A este propósito, consultar do autor a obra “Portugal Simbólico – origens sagradas dos lusitanos”.

RESISTÊNCIA LUSITANA



"Resistir foi sempre o apanágio de alguns poucos homens que, com visão e voluntariedade, souberam lutar em momentos cruciais pelos seus ideais e, com esse gesto, viriam a fundar séculos mais tarde Portugal. Começou com Viriato, chefe lusitano..."
Os lusitanos eram o povo mais aguerrido e numeroso de todos os que habitavam a zona mais ocidental da Península antes da chegada dos romanos.
Espírito belicoso, valentia na guerra, modo de vida simples, costumes frugais, respeito pela instituição familiar, consideração pelos anciãos e uma forte religiosidade eram características sempre presentes entre o povo lusitano que, inclusivamente, chamava a atenção dos escritores gregos Políbio[1] e Possidónio[2] que serviram de fontes para Estrabão.
Foi a partir deste novo momento histórico que se veio a travar a mais cruel das batalhas da sobrevivência do povo lusitano que, com sacrifício, sofrimento, mas também com muita vontade de vencer, iria aprender a mais dura das lições: o preço da sua vida em prol de uma causa, a saber, a defesa da sua identidade própria ameaçada por um novo agressor bem mais poderoso e a quem não desejaria ficar subjugado – Roma.

In Eduardo Amarante, "Templários", Vol. 2


[1] Historiador que viveu entre os anos 200 e 125-120 a.C.
[2] Historiador e filósofo estóico que viveu aproximadamente entre os anos 135 e 50 a.C.