A “PACTIO SECRETA”


“Os templários assumiam exteriormente o cristianismo, mas internamente superavam-no e enriqueciam-no com o conhecimento de outras tradições antigas; tendiam pouco a pouco a identificar o princípio da suprema autoridade a um centro desligado da Igreja de Roma.

No entanto, a maioria dos políticos da época ignorava os planos “secretos” da Ordem. Mas houve excepções. Foi o caso de Frederico II de Hohenstaufen, imperador que escandalizou Roma porque, em vez de participar nas cruzadas, multiplicava os seus contactos com as elites culturais do Próximo Oriente. Como inimigo irredutível que era dos papas, foi iniciado nos mistérios da filosofia sufi do Islão. Era um imperador culto porque, para além de falar várias línguas, procurava a chave de interpretação das coisas através da história do mago Merlim (vestígios da tradição druida) e do Graal. Igualmente foi iniciado nos mistérios templários em 1228, em S. João de Acre. Nessa data foi escolhido pelos cavaleiros templários e teutónicos que, ligados por um pacto, o elegeram para ser o Imperador do Mundo (*). Porém, a Igreja, que tudo vigiava, adivinhou tais desígnios e, segundo consta, mandou matar Frederico II, gorando-se, assim, qualquer plano que viabilizasse a criação de um império universal.”

(*) A fazer fé no que alguns autores afirmaram, Frederico II (1220-1250) teria presidido, em 1228, em S. João de Acre à “Távola Redonda” que reunia os chefes secretos das ordens de cavalaria tanto cristãs como muçulmanas. Esta reunião foi conhecida mediante um documento apelidado de Pactio Secreta. Testemunho dessa época é o que resta do castelo octogonal de Castel del Monte, na Sicília, que servia de reunião para a futura sede do Império. Foi o próprio Frederico II que supervisionou esta construção, que obedecia ao plano de arquitectura templária, baseado num profundo simbolismo, em que os elementos numéricos, geométricos e geográficos davam um duplo carácter transcendente e funcional ao edifício. 



in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS", Vol. 1 - Dos Antecedentes Históricos à Fundação e Expansão

OS MONUMENTOS MEGALÍTICOS, OS TEMPLOS E SUA FUNÇÃO ENERGÉTICO-RITUAL



Vem de tempos imemoriais a concentração de cerimónias de culto em determinados lugares, recintos ou edificações. Para isso, a Natureza bafejou os “primitivos” com locais propícios para os seus cerimoniais e rituais. Árvores, bosques, montanhas, pedras e rios eram ambientes inspiradores para o homem poder entrar em comunhão com a divindade. Inclusive, a Natureza era tida como sagrada: a Mãe Natureza.
Para além das construções sepulcrais de que hoje temos vestígios, o homem também ergueu, através dos tempos, monumentos e edifícios cada vez mais complexos, onde se realizavam as cerimónias dos variados cultos religiosos. A exemplo disso temos os cromeleques, os menires, as antas… Vulgarmente situavam-se longe das aglomerações humanas. Pelos vestígios neles encontrados considera-se que estes monumentos sagrados foram erigidos em locais revestidos de um profundo simbolismo religioso.
É difícil sabermos ao certo a utilidade ou funcionalidade dos mesmos. No século passado alguns investigadores alvitraram a hipótese de estes locais sagrados apresentarem traços comuns identificados por uma rede de pontos especiais que se uniam por linhas rectas. Curiosamente, a maioria destas linhas passa por lugares onde se situam menires ou cromeleques. Em alguns casos, eram erguidos sobre correntes de água, rios, subterrâneos. Daqui se depreende que, supostamente, estes templos megalíticos possuíam, quanto à sua localização, uma função energético-ritual e, muito seguramente, exerciam sobre o homem determinados estados de consciência. Hoje, em muitos lugares, inclusivamente em Portugal, mantêm-se crenças que relacionam determinados menires ou penedos com a fertilidade de mulheres, curas milagrosas, etc.
In Eduardo Amarante, “Templários”, Vol 1

O TEMPLO DE SALOMÃO E O SEGREDO TEMPLÁRIO


O Templo de Salomão, construído de 1013 a 1006 a.C., foi minuciosamente descrito, na Bíblia, como uma arquitectura grandiosa, sobretudo nos materiais empregues na sua edificação (lI Crónicas, 3, 4).
 Era um templo feito em pedra e ficava na parte oriental de Jerusalém, no Monte Moriá, colina isolada por três dos seus lados e ligada pelo norte às montanhas de Judá. Foi construído por fenícios (não esqueçamos que estes foram pálidos imitadores dos egípcios, assírios e gregos), sob a direcção de um arquitecto de Tiro, o famoso Hiram Abiff. Pelo acidentado do terreno houve necessidade de fazer uma terraplanagem, que chegou a atingir nalguns pontos a altura de 38 metros. No interior do templo, mais propriamente na sua sala central, o “Sanctum Sanctorum”, colocou-se a mítica Arca da Aliança (*).

No átrio exterior do templo havia um enorme recipiente em bronze, o “mar de bronze”, onde os sacerdotes se purificavam antes de exercerem os rituais. Os símbolos mais importantes que encontramos são: a estrela de David, de seis pontas, o candelabro de sete braços, instalado no templo e o rolo da Tora que contém os cinco livros de Moisés.

O Templo de Salomão foi destruído pelos caldeus em 588 a.C. e reconstruído por Zorababel em 516 a.C. Porém, foi ampliado por Herodes em 18 a.C. Finalmente, foi totalmente destruído por Tito, no ano 70 da nossa era, não ficando pedra sobre pedra. Toda a reconstituição do templo é, pois, conjectural, feita segundo as referências bíblicas e as Antiguidades Judaicas de Josefo.

(*) A tradição diz que Hugo de Payns (um dos fundadores da Ordem do Templo) e os seus companheiros tinham descoberto, nas ruínas do Templo de Salomão, a Arca da Aliança e haviam-na transportado para França, assim como os segredos de Hiram Abiff, o lendário construtor daquele templo. Estes tesouros, ainda de acordo com a tradição, teriam sido escondidos na catedral de Chartres. Após o incêndio que destruiu a citada catedral, foram os templários que financiaram a sua reconstrução e forneceram os mestres-canteiros especializados na arte gótica, chamados “Filhos de Salomão”.

In Eduardo Amarante, “Templários”, Vol 1

ESTAMOS A ENTRAR NUM NOVO CICLO HISTÓRICO



"A sociedade actual está em pedaços, porque “atomizou-se” devido à falta de espiritualidade, ao individualismo egoísta e à inversão dos valores atemporais. Está na hora de revertermos o processo. Para isso, homens e mulheres de boa vontade, em comunhão espiritual com a Natureza, deverão rever as suas prioridades e a sua missão nesta vida, unindo-se em pequenas comunidades holísticas, tornando-se o mais autónomos possível em relação a uma sociedade que entrou em decomposição." - Eduardo Amarante

O ENIGMA CRISTÓVÃO COLOMBO


Parece indubitável que Cristóvão Colombo pertencia ou, pelo 
menos, tinha ligações estreitas com a Ordem de Cristo, herdeira natural e legítima da Ordem do Templo após esta, no século XIV, ter ficado na Europa reduzida a uma existência oculta. Em Portugal, Colombo consultara minuciosamente os mapas dos templários de Tomar. Mas uma pergunta se põe: Como é que os templários teriam tido acesso a este extraordinário segredo que afirmava existir um outro continente do outro lado do Atlântico? Poderemos encontrar a resposta no facto de os nove cavaleiros que fundaram a primitiva Milícia de Cristo (que originou a Ordem do Templo) terem descoberto nos subterrâneos do antigo Templo de Sa lomão, onde se instalaram durante quase dez anos, antigos documentos que revelavam a presença de terras esquecidas no outro lado do Atlântico. Recordemos que no célebre mapa de Piri Reis constava a existência da Antárctida! Cristóvão Colombo, cujo nome era, na realidade, Cristobal Colón, sentia-se movido por uma missão divina, já que o seu nome, provavelmente simbólico, significava o “portador de Jesus Cristo” (Christum ferens) e também o portador da luz (Christophoros) e o “repovoador” (Colón). Nessa sua missão, Colombo não descobriu a América, mas “desocultou-a” no cumprimento de uma ordem para o fazer. Os iniciados nesta “confraria” secreta a que Colón pertencia, já conheciam a América desde há vários séculos, baseando-se em cartas de navegação e mapas do tempo dos Ptolomeus e dos romanos.

in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS, Vol.3 - A Perseguição e a Política de Sigilo de Portugal: A Missão Marítima"

OS FILHOS DE NOÉ, SOBREVIVENTES DA ATLÂNTIDA, DESEMBARCARAM NA COSTA PORTUGUESA


"Segundo a tradição, existia uma civilização portentosa no meio do Oceano Atlântico que, tendo sido alvo de vários cataclismos (o primeiro ascenderia a mais ou menos 800.000 anos), desapareceu no último ocorrido há cerca de 11.500 anos. Esse desastre terrível e de dimensão universal impactou na memória dos homens sob a
s mais diversas formas. A mais conhecida (por ter sido relatada no texto sagrado do cristianismo – a Bíblia) é o mito do Dilúvio e da Arca de Noé.

Os sobreviventes desse povo atlante, detentor de conhecimentos superiores aos do resto da humanidade, espalharam-se numa verdadeira diáspora para Oriente (nomeadamente a Europa e, posteriormente, a Ásia) e Ocidente (a América), tendo deixado inúmeros vestígios em vários locais, sobretudo próximo do litoral, sob a forma de monumentos megalíticos e, simultaneamente, transmitiram determinados conhecimentos (de agricultura, de construção, etc.) aos povos autóctones, menos evoluídos.

L Charpentier escreve a este propósito: “Torna-se natural encontrar, em todos os povos inicialmente ensinados por esse povo disperso, uma identidade de tradições, que persiste apesar das diferenças de raça, de língua e de religião. E enquanto essa tradição se mantiver nas irmandades de ofício ensinadas tradicionalmente, haverá uma base comum, princípios comuns, aplicados à erecção dos monumentos sagrados…”

Assim, e apesar da perda de memória do seu passado, o dilúvio é um assunto que está presente nos camponeses portugueses. Várias são as localidades que reclamam a fama de terem sido fundadas pelos filhos de Noé, cuja arca aportou em várias partes do país."

in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS, Vol.2 - A Génese de Portugal no Plano Peninsular e Europeu" 

OS TEMPLÁRIOS E A VIA INICIÁTICA DRUÍDICA



“Os druidas, seguramente anteriores aos celtas[1], formavam um colégio tornado céltico após a invasão, e eram os herdeiros de uma sabedoria muito antiga que lhes fora transmitida[2]. Conhecimento esse que, por sua vez, terá chegado, via beneditina, a S. Bernardo (de Claraval), grande impulsionador da Ordem do Templo, o qual, segundo relatos da época, teria ele próprio integrado a confraria iniciática druídica.” – Eduardo Amarante


[1] Embora os druidas, cujo nome significa “muito sábio”, estejam, usualmente, ligados aos celtas, a tradição não os considera descendentes desta raça.
[2] Lembremos que os druidas não só eram instrutores, mas também magos. A tradição atribuía-lhes enormes poderes mágicos, tais como o domínio dos poderes de ilusão, a capacidade de levantar ventos e tempestades e de cobrir as terras de nevoeiro para confundir os exércitos e os olhares curiosos, mas também possuíam o dom de ver à distância. Eram médicos do corpo e da alma e realizavam profecias.
Segundo Júlio César (111-44 a.C.), “os druidas ensinavam à juventude o movimento dos astros, a grandeza do mundo e da Terra, as ciências da natureza, a força e o poderio dos deuses imortais”. Por outro lado e apesar de todo o seu saber e poder, a sua filosofia proibia-lhes usar armas e matar, o que de resto contraria muitas das acusações feitas pelos seus inimigos de que faziam sacrifícios humanos. Após a revolta gaulesa do ano 21 da nossa era, o imperador romano Tibério decretou a extinção dos druidas por senatus consulte. No entanto, parece que estes ainda perduraram por mais algum tempo, continuando a ensinar em lugares ermos, em cavernas e em florestas.