A NOVA CLASSE DOMINANTE


Sempre houve analfabetos, porém a incultura e a ignorância eram tidas como uma vergonha. Ao contrário de agora, não era normal as pessoas nunca terem lido um livro na sua tramada vida. Hoje, a maioria está-se nas tintas para tudo o que seja cultural ou que exija uma inteligência minimamente superior à dos primatas.
Os analfabetos de hoje são os piores porque, na maioria dos casos, tiveram acesso à educação. Sabem ler e escrever, mas não praticam.
São cada vez mais e cada vez mais o mercado cuida e pensa neles. A televisão é feita cada vez mais à sua medida. As grelhas dos diferentes canais competem na oferta de programas pensados para gente que não lê, não entende, que passa ao lado da cultura, e que apenas quer divertir-se e que a distraiam, ainda que seja com os crimes mais horrendos ou com as fofoquices mais degradantes.
Amigos, o mundo inteiro está a ser construído à medida desta nova maioria. Tudo é superficial, frívolo, rasteiro, primário, para que esta gente o possa compreender e digerir.
Esta é, socialmente, a nova classe dominante, embora seja sempre a classe dominada, precisamente pelo seu analfabetismo e sua incultura. É ela que impõe a sua falta de gosto e suas mórbidas regras. E nós temos que suportar isto, nós que não nos conformamos com tão pouco, nós que aspiramos a um pouco mais de profundidade, um pouco mais, um pouco mais...
Autor desconhecido





A ALIANÇA ENTRE AS CASAS DE BORGONHA E DE AVIS


Foi dentro do espírito ecuménico – de que a Demanda do Preste João era a faceta visível – que Jorge, o embaixador do Négus da Abissínia esteve em Lisboa em 1451, a convite de D. Afonso V. Após permanecer um tempo na capital portuguesa, foi enviado pelo Rei de Portugal a Filipe o Bom, Duque da Borgonha, seu tio pelo casamento com D. Isabel de Avis (filha de D. João I e de D. Filipa de Lencastre).
Este matrimónio é de uma importância ímpar na história de Portugal, pois restabelece a aliança entre as Casas de Borgonha e de Avis, permitindo a prossecução dos fins para que Portugal foi pensado e criado, sob a inspiração de S. Bernardo de Claraval, um dos filhos da Borgonha.
Com um outro de seus filhos, D. Afonso Henriques, Portugal encetou o cumprimento da primeira das três missões a realizar. Com esta nova (ou renovada) aliança, Portugal abria as portas da Gália/Germânia, mediante as enfunadas velas da Cruz de Cristo, ao pleno desempenho da sua segunda missão e à tentativa da consumação do Quinto Império, ou terceira missão. “O homem põe e Deus dispõe”; entendeu a Providência que não era ainda chegada a hora, como veremos adiante, para que tal se concretizasse.
É no ano de 1467 que D. Isabel de Avis, Duquesa de Borgonha e de Brabante, perde o seu marido, Filipe o Bom, e em que o seu filho, Carlos o Temerário, se torna senhor do mais rico ducado da Europa. Este último, agora Duque de Borgonha e de Brabante, era primo direito de D. Afonso V e neto de D. João I.
Desde D. Isabel e seu filho Carlos o Temerário que correu sangue português na Casa de Borgonha, como in illo tempore, ou seja, nos tempos da fundação de Portugal, correra nos nossos primeiros reis e seus descendentes.
A aliança num mesmo destino
A Duquesa Isabel – última sobrevivente da Ínclita Geração – e seu filho Carlos o Temerário selaram a união no mesmo destino das Casas de Borgonha e de Avis, representadas como irmãs no famoso Políptico atribuído a Nuno Gonçalves.

in "Templários - de Milícia Cristã a Sociedade Secreta", VOLUME 4: de Milícia Cristã a Sociedade Secreta - Do Portugal Atávico ao Segredo do Quinto Império


NÃO VIVEMOS NUM ESTADO DE DIREITO. VIVEMOS NUMA GRANDE MENTIRA…

Não temos de pedir perdão por existir. Nós temos o direito, não só de existir, como de viver dignamente.
Num Estado de direito, quem governa são homens e mulheres honestos, probos, sérios, responsáveis, que nunca enganaram, nem roubaram, nem traficaram, nem se aproveitaram do bem comum para benefício próprio.
Num Estado de direito, a justiça é exercida pelos homens mais justos e mais Sábios da Nação. Nunca por corruptos, pedófilos, tarados sexuais e imberbes ambiciosos e facilmente corruptíveis.
Num Estado de direito, a economia e as finanças estão sob a responsabilidade de cidadãos competentes, equilibrados e honestos que, na sua vida privada são um modelo de temperança, sem dívidas nem excessos. Não corrompem nem se deixam corromper.
Num Estado de direito, a educação está a cargo de professores e pedagogos que fazem desta tão digna quão delicada profissão um verdadeiro sacerdócio. Só cidadãos educados e com capacidades inequivocamente demonstradas para educar e ensinar é que poderão exercer a educação, isto é, fazer sair em cada um dos mais jovens o melhor que neles habita, uma vez que educere significa, precisamente, despertar e exaltar os valores atemporais.
Num Estado de direito, a saúde está sob a responsabilidade de profissionais que exercem a Medicina como um sacerdócio, tendo em vista minimizar o sofrimento alheio e nunca daí tirar qualquer proveito material.
Num Estado de direito… não temos de mendigar o pão!
Eduardo Amarante



O CONTROLO DO PENSAMENTO PELA INSTITUCIONALIZAÇÃO DO “POLITICAMENTE CORRECTO”


Os Senhores das Trevas são muito astutos e estabeleceram, pacientemente, um plano que, pensam eles, poderá ludibriar-nos e fazer-nos cair nas suas malhas ardilosas. Assim, têm vindo a fazer, desde há décadas, “lavagens ao cérebro” por influência de várias instituições e dos mass media que fazem com que as pessoas reajam com cepticismo porque foram, precisamente, condicionadas a reagir com cepticismo. Descobriram que a maioria das pessoas tem barreiras mentais que impedem o cérebro de fazer um exame crítico a certos tópicos sensíveis (daí a institucionalização do “politicamente correcto”).
As “barreiras mentais” são um termo empregue pelos serviços secretos para um tipo de resposta condicionada que bloqueia o pensamento de uma pessoa. Por exemplo, à simples menção da palavra “conspiração”, muitas pessoas reagem como se se tratasse de algo inventado por alguém que tivesse acabado de sair de algum hospital psiquiátrico. Nem sequer querem ouvir falar disso, porque acham que não passa de uma invenção. É precisamente a reacção que os Senhores das Trevas pretendem que tenhamos ao ouvirmos falar de conspirações, para permanecermos ignorantes em relação ao seu plano de instauração de uma tirania global.
A chamada “opinião pública” está, com efeito, a ser cuidadosamente manipulada por uma forma de propaganda subliminar, encriptada, construída para incitar a resposta comportamental desejada pelos manipuladores. As sondagens e as votações nas eleições são feitas com a intenção de calibrar a aceitação por parte do público dos programas planeados pela Nova Ordem Mundial...
in Eduardo Amarante, "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"




OS HERÓIS E AS HEROÍNAS SÃO NECESSÁRIOS






Os heróis não estão mortos! Eles são imortais! O homem e a mulher que não sentem dentro de si um pouco de heroísmo, um pouco de firmeza e de coragem, um pouco de honra e de dignidade, são uma espécie de vegetais, porque o estado do ser humano é psicológico, mental e espiritual e não uma fórmula química ou biológica. E todo o indivíduo que sente dentro de si uma ascendência divina quererá imitar, dentro das suas naturais limitações, esses heróis que, tal como Hércules, partem à conquista da sua imortalidade, desafiando os monstros da superstição e da ignorância.
Com uma visão tão curta e horizontal, os Portugueses nunca teriam descoberto novos mundos, mas ter-se-iam apenas limitado à linha do horizonte.
(...) Nós sabemos que o paraíso terrestre não existe. Os dois materialismos, de direita e de esquerda, tiveram tempo para o construir e não o fizeram. Deram-nos, em contrapartida, o mono como antepassado, um presente de violência, desemprego e contaminação a todos os níveis e prometem-nos um futuro cheio de ameaças de guerra, de indiferença e de fome. Encarregaram-se de macular a História, manipulando-a para os seus fins egoístas. Nos grandes homens procuraram encontrar os defeitos mais aberrantes, e a mitologia não seria mais do que um conjunto de fábulas dos povos primitivos. Em substituição, deram-nos o mito do macaco, a utopia do paraíso terrestre e uma pleîade de falsos heróis.
Presentemente, a nossa juventude desorientada não sabe que exemplos há-de seguir, porque a censura psicológica repressiva a inibe de expressar sentimentos belos e espiritualizados, de falar de amor desinteressado, de relembrar com orgulho os feitos históricos da Nação. O aparelho maquiavélico da propaganda fornece-lhe a pornografia e a violência na televisão e nos cinemas, em que os bandidos e os guerrilheiros urbanos tornaram-se nos novos heróis. Incita-se psicologicamente, através de videogames e outros instrumentos de propaganda subliminar, os jovens à violência, a pegar em armas, a matar, tal como fazem os seus heróis.
(...) Hoje, a virilidade desceu da cabeça ao sexo. Já não se produz, mas reproduz-se. A violência passou a ser sinónimo de coragem, a manha e o engodo substituíram a dignidade. A palavra de honra deixou de ter valor. Quem nela acredita é tido por imbecil. O ser humano está a converter-se em chacal, atirando-se à mínima oportunidade sobre a presa mais dócil.
Actualmente é fácil pegar numa arma, pois o combate faz-se à distância. Poucos são os “heróis” actuais capazes de empunhar uma espada e ter por força a Razão.
A verdadeira dignidade, a verdadeira coragem não é usar a violência e mostrar-se arrogante, mas sim ter a bravura e a probidade de manter os seus compromissos, saber ser exigente consigo próprio e usar de tolerância para com os outros.
Os heróis são necessários. Mas, heróis são aqueles que, pela sua envergadura moral e espiritual elevaram-se acima da humanidade, sendo um modelo de exemplo pela sua nobreza de carácter, persistência nos actos e coragem. E a humanidade precisa destes exemplos!
Eduardo Amarante
Excerto da introdução à obra “Heróis e Heroínas da História de Portugal”
Imagens: Pinturas a óleo de Mestre Carlos Alberto Santos

TEMPLÁRIOS - De Milícia Cristã a Sociedade Secreta

O livro "TEMPLÁRIOS - De Milícia Cristã a Sociedade Secreta" (4 volumes) aborda o tema do processo da pré-formação de Portugal,️ através da 'roda da História' onde o passado e o futuro nada mais são do que factos históricos mas, inserindo-os no contexto da Ordem do Templo, não apenas nas raízes míticas, mas também religiosa e sociopolíticas, que contribuíram para o desenvolvimento do que o português é, no dia de hoje: como pensa, como age e sonha.
Mostra a história de um povo e de um País, que fecha o 'círculo da identidade de uma nação', ponto de charneira para a realização do mítico projecto de uma Nova Idade de Ouro (obedecendo à Lei Cósmica dos ciclos da Natureza, tão bem conhecida no passado) e 'superiormente plasmada' naquele momento histórico, pelos Templários, no Plano global do 'mito' do 'Quinto Império'. Missão essa que correspondia em termos práticos à implantação de um 'império universal', inspirado nos mais Elevados valores Espirituais do homem - o modelo do homem Novo, renascido das 'cinzas da matéria' - depois de purificado pelo poder do Fogo - à semelhança do mito da FÉNIX.
Reflectindo sobre esta excelente obra, e na tentativa de a 'resumir' através de um curto extracto, analisando-a através dos 'olhos' da alma e reflectindo, sobre um tema tão visceral, e de extraordinária importância para os cidadãos lusos, verdadeiros obreiros de uma nação que, quis o 'Destino' se chamasse: Portugal. Se na realidade melhor não 'consegui sintetizar', restará a memória e a homenagem 'simbólica' aos Grandes de Portugal e do Mundo.
Para o autor deste livro: Prof. Eduardo Amarante a minha gratidão, assim como para com todos os irmãos e irmãs que mantêm acesa a 'Chama', o 'Sonho' e a 'Esperança' de que: 'Falta Cumprir Portugal' e, recordando a "Mensagem" do Infante: “Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce”.
Muitos têm sido os portugueses e não só, que ao longo da história cantam e vivem o 'sonho de Ser português', como o fez o Grande Camões e o não menos Grande Fernando Pessoa que, com qualidades geniais, descreveram na perfeição o 'simbolismo' da "Alma Lusa" porque neles habitava a centelha Divina, do grande 'Mistério' que está por 'realizar': Cumprir os Desígnios de Deus!
Todos nós portugueses, portadores dessa mesma 'Centelha Divina', e 'arautos' dos mesmos 'Ideais', temos esta enorme dívida de gratidão para com os Grandes Heróis de Portugal. É a importância deste legado que não devemos esquecer, 'reacendendo' ciclicamente em 'nossas memórias', e evocando-as ao longo das nossas Vidas, presentes e futuras.
...A heresia dos "dissidentes" de Niceia não foi mais do que a expressão do seu profundo respeito pelo cristianismo original. Nestes termos, houve heresia ... para com Constantino!
No Evangelho de S. Tomé, evidentemente declarado apócrifo por Roma, Jesus diz:
"Que aquele que Procura nunca deixe de procurar, até Encontrar. E quando Encontrar ficará perturbado. E estando perturbado, ficará Maravilhado. E reinará no Todo"


S. BERNARDO DE CLARAVAL E O IDEAL TEMPLÁRIO





A 20 de Agosto de 1153 faleceu S. BERNARDO DE CLARAVAL, mentor dos Templários e um dos obreiros de Portugal como Nação independente.
"A fundação de Portugal deveu-se muito à Ordem do Templo e, sobretudo, a S. Bernardo, seu mentor que, situado em terras de Claraval, não deixava de orientar política e espiritualmente os templários, que lutavam pela fé cristã. Desse modo, Portugal, emergindo como nação, tornou-se um objectivo primordial no quadro de uma nova Europa que pretendiam construir – longe das querelas que a minavam por dentro –, com gente valorosa que pudesse servir os intentos do monge cisterciense."
"D. Afonso Henriques doou à Ordem de Cister ou a S. Bernardo extensos territórios na Estremadura (onde se inclui o mosteiro de Alcobaça), província que na altura estava deserta e constituía a fronteira entre cristãos e muçulmanos. Daí que S. Bernardo tratasse de encarregar Gualdim Pais de fazer uma cintura defensiva à volta dos bens da Ordem.
"A Ordem de Cister foi fundamental para a colonização do território. A sua acção incidiu em:
• chamar, proteger e educar os colonos que formaram povoações;
• desbravar terras, abrir estradas e caminhos;
• construir pontes;
• comunicar com o mar que era uma forma de aproveitar a navegação;
• criar e aperfeiçoar as indústrias;
• explorar minas e os seus recursos;
• promover a criação de gado;
• lançar as bases de uma civilização."
"S. Bernardo, nobre borgonhês e abade de Claraval desde 1115, desenvolveu um pensamento providencialista que aplicou à expansão universal da cruz de Cristo. Para ele, esta expansão não devia ser entendida como uma simples propagação de fé pela conquista, mas dependia, antes de mais, da conversão da Igreja a um ideal mais puro, mais místico e mais cavaleiresco. Tais exigências de dedicação, entrega e pureza de ideal fizeram com que o nome e a obra de S. Bernardo inflamassem uma época crucial da história europeia.
O grandioso projecto de S. Bernardo manifestou-se em dois planos:
• o da acção no mundo e no tempo através da Ordem do Templo ao serviço da Monarquia Universal;
• e o da missão espiritual da Ordem de Cister, ao serviço de uma Igreja mais pura e ascética.
"A própria criação de Portugal foi “imaginada” por uma elite espiritual, cuja expressão mais visível terá sido S. Bernardo de Claraval. Essa elite, que pensava em termos de eternidade, deu início a um projecto que viria a dar os seus frutos séculos mais tarde. Tratava-se de pessoas de eleição, alimentadas pelos valores do espírito; uns viviam ao abrigo das ordens monásticas, nomeadamente de Cister, e outros estavam ao serviço do poder temporal. Porém, ambos, monges contemplativos e monges-guerreiros eram humildes servos do poder espiritual, que não era necessariamente o poder da Igreja de Roma."
in Eduardo Amarante, "Templários", Vol. 2