TEMPLÁRIOS - De Milícia Cristã a Sociedade Secreta

O livro "TEMPLÁRIOS - De Milícia Cristã a Sociedade Secreta" (4 volumes) aborda o tema do processo da pré-formação de Portugal,️ através da 'roda da História' onde o passado e o futuro nada mais são do que factos históricos mas, inserindo-os no contexto da Ordem do Templo, não apenas nas raízes míticas, mas também religiosa e sociopolíticas, que contribuíram para o desenvolvimento do que o português é, no dia de hoje: como pensa, como age e sonha.
Mostra a história de um povo e de um País, que fecha o 'círculo da identidade de uma nação', ponto de charneira para a realização do mítico projecto de uma Nova Idade de Ouro (obedecendo à Lei Cósmica dos ciclos da Natureza, tão bem conhecida no passado) e 'superiormente plasmada' naquele momento histórico, pelos Templários, no Plano global do 'mito' do 'Quinto Império'. Missão essa que correspondia em termos práticos à implantação de um 'império universal', inspirado nos mais Elevados valores Espirituais do homem - o modelo do homem Novo, renascido das 'cinzas da matéria' - depois de purificado pelo poder do Fogo - à semelhança do mito da FÉNIX.
Reflectindo sobre esta excelente obra, e na tentativa de a 'resumir' através de um curto extracto, analisando-a através dos 'olhos' da alma e reflectindo, sobre um tema tão visceral, e de extraordinária importância para os cidadãos lusos, verdadeiros obreiros de uma nação que, quis o 'Destino' se chamasse: Portugal. Se na realidade melhor não 'consegui sintetizar', restará a memória e a homenagem 'simbólica' aos Grandes de Portugal e do Mundo.
Para o autor deste livro: Prof. Eduardo Amarante a minha gratidão, assim como para com todos os irmãos e irmãs que mantêm acesa a 'Chama', o 'Sonho' e a 'Esperança' de que: 'Falta Cumprir Portugal' e, recordando a "Mensagem" do Infante: “Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce”.
Muitos têm sido os portugueses e não só, que ao longo da história cantam e vivem o 'sonho de Ser português', como o fez o Grande Camões e o não menos Grande Fernando Pessoa que, com qualidades geniais, descreveram na perfeição o 'simbolismo' da "Alma Lusa" porque neles habitava a centelha Divina, do grande 'Mistério' que está por 'realizar': Cumprir os Desígnios de Deus!
Todos nós portugueses, portadores dessa mesma 'Centelha Divina', e 'arautos' dos mesmos 'Ideais', temos esta enorme dívida de gratidão para com os Grandes Heróis de Portugal. É a importância deste legado que não devemos esquecer, 'reacendendo' ciclicamente em 'nossas memórias', e evocando-as ao longo das nossas Vidas, presentes e futuras.
...A heresia dos "dissidentes" de Niceia não foi mais do que a expressão do seu profundo respeito pelo cristianismo original. Nestes termos, houve heresia ... para com Constantino!
No Evangelho de S. Tomé, evidentemente declarado apócrifo por Roma, Jesus diz:
"Que aquele que Procura nunca deixe de procurar, até Encontrar. E quando Encontrar ficará perturbado. E estando perturbado, ficará Maravilhado. E reinará no Todo"


S. BERNARDO DE CLARAVAL E O IDEAL TEMPLÁRIO





A 20 de Agosto de 1153 faleceu S. BERNARDO DE CLARAVAL, mentor dos Templários e um dos obreiros de Portugal como Nação independente.
"A fundação de Portugal deveu-se muito à Ordem do Templo e, sobretudo, a S. Bernardo, seu mentor que, situado em terras de Claraval, não deixava de orientar política e espiritualmente os templários, que lutavam pela fé cristã. Desse modo, Portugal, emergindo como nação, tornou-se um objectivo primordial no quadro de uma nova Europa que pretendiam construir – longe das querelas que a minavam por dentro –, com gente valorosa que pudesse servir os intentos do monge cisterciense."
"D. Afonso Henriques doou à Ordem de Cister ou a S. Bernardo extensos territórios na Estremadura (onde se inclui o mosteiro de Alcobaça), província que na altura estava deserta e constituía a fronteira entre cristãos e muçulmanos. Daí que S. Bernardo tratasse de encarregar Gualdim Pais de fazer uma cintura defensiva à volta dos bens da Ordem.
"A Ordem de Cister foi fundamental para a colonização do território. A sua acção incidiu em:
• chamar, proteger e educar os colonos que formaram povoações;
• desbravar terras, abrir estradas e caminhos;
• construir pontes;
• comunicar com o mar que era uma forma de aproveitar a navegação;
• criar e aperfeiçoar as indústrias;
• explorar minas e os seus recursos;
• promover a criação de gado;
• lançar as bases de uma civilização."
"S. Bernardo, nobre borgonhês e abade de Claraval desde 1115, desenvolveu um pensamento providencialista que aplicou à expansão universal da cruz de Cristo. Para ele, esta expansão não devia ser entendida como uma simples propagação de fé pela conquista, mas dependia, antes de mais, da conversão da Igreja a um ideal mais puro, mais místico e mais cavaleiresco. Tais exigências de dedicação, entrega e pureza de ideal fizeram com que o nome e a obra de S. Bernardo inflamassem uma época crucial da história europeia.
O grandioso projecto de S. Bernardo manifestou-se em dois planos:
• o da acção no mundo e no tempo através da Ordem do Templo ao serviço da Monarquia Universal;
• e o da missão espiritual da Ordem de Cister, ao serviço de uma Igreja mais pura e ascética.
"A própria criação de Portugal foi “imaginada” por uma elite espiritual, cuja expressão mais visível terá sido S. Bernardo de Claraval. Essa elite, que pensava em termos de eternidade, deu início a um projecto que viria a dar os seus frutos séculos mais tarde. Tratava-se de pessoas de eleição, alimentadas pelos valores do espírito; uns viviam ao abrigo das ordens monásticas, nomeadamente de Cister, e outros estavam ao serviço do poder temporal. Porém, ambos, monges contemplativos e monges-guerreiros eram humildes servos do poder espiritual, que não era necessariamente o poder da Igreja de Roma."
in Eduardo Amarante, "Templários", Vol. 2

OS GRANDES CICLOS HISTÓRICOS E O ACTUAL KALI-YUGA

Todas as manhãs o Sol levanta-se em frente a uma constelação da esfera celeste. Contudo, estando animado de um movimento aparente, o Sol nunca se ergue exactamente no mesmo ponto do dia anterior. Assim sendo, o Sol muda de constelação a cada trinta dias. Após uma sucessão normal durante 365 dias, ao ter-se erguido sucessivamente frente a doze constelações diferentes, o Sol volta ao início, isto é, nasce de novo em frente àquela que o tinha acolhido no ano anterior. Constatou-se, então, que o Sol, ao longo de todo o ano, tem encontro marcado, na mesma época, com uma determinada constelação. O primeiro dia da Primavera (equinócio) foi, então, designado como o ponto de encontro (ponto vernal) da Terra-Sol-Estrelas .

Depois desta primeira observação, também se constatou que todos os anos, ao ver o Sol a levantar-se no equinócio da Primavera, ele não se ergue no mesmo ponto da constelação, pois há uma ligeira deslocação (um grau em cada 72 anos), deslocação essa que faz com que o Sol passe de uma constelação a outra (com um ângulo de 30º) em 2160 anos (72 anos x 30º = 2160 anos). O Sol percorre, então, as doze constelações do Zodíaco (Roda Zodiacal de 360º) em 25.920 anos (2.160 anos x 12 constelações). É o chamado “Grande Ano” de Platão, em que o Sol percorre os doze signos zodiacais. Este processo é cíclico e é produto do movimento de rotação e translação da Terra.

Tomando como ponto de partida o equinócio da Primavera, o Sol movimenta-se no sentido dos ponteiros do relógio, isto é, o seu movimento é contrário às estações do ano e à sequência a que nos habituámos dos signos do Zodíaco.

Houve uma época em que o Sol se erguia, por ocasião do equinócio da Primavera, em frente à constelação zodiacal do Carneiro (o Agnus Dei, o Cordeiro Pascal). Percorridos 2.160 anos, pelo chamado fenómeno da precessão dos equinócios, o Sol não se levanta em frente a Touro, mas sim frente a Peixes. Ora, a era de Peixes iniciou-se um pouco antes do nascimento de Jesus Cristo . Por essa razão, o símbolo identificativo dos primeiros cristãos era o Peixe (em grego ichthys) como símbolo de Cristo.

(...) Estas eras ou idades estão englobadas no Grande Ano de 25.920 anos. Este, por sua vez, é um ciclo dentro de outro ciclo muito maior, conhecido na Índia e no Tibete pelo nome de Manvantara, formado por quatro grandes idades ou Yugas. São elas, respectivamente:
• Krita (ou Satya) Yuga, que corresponde à Idade de Ouro;
• Tetrâ Yuga, que corresponde à Idade de Prata;
• Dvâpara Yuga, que corresponde à Idade de Bronze;
• E por último, Kali Yuga, o actual Yuga (ou idade), que corresponde à Idade de Ferro.

O actual Kali Yuga teve início no final da vida corpórea de Krishna (aproximadamente há uns 5.100 anos).

in "PROFECIAS-da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante


O ENIGMÁTICO ALFABETO IBÉRICO - ALVÃO E GLOZEL

Para os epigrafistas, a escrita, implicando um alto grau de síntese e de abstracção, teria nascido no Oriente. Mais afirmavam que a origem do alfabeto propriamente dito seria fenícia. Porém, a descoberta de inscrições ibéricas encontradas em dólmens e em fragmentos de cerâmica, bem como o achado arqueológico de Glozel, cujas inscrições eram aparentadas àquelas, vieram revolucionar todos os conceitos tidos até então como certos.

 Em 1891, Estácio da Veiga defendeu a tese de que o “alfabeto, longe de ter tido origem, como é suposição corrente, na Fenícia, provinha da Península Ibérica.” Essa sua tese viu-se reforçada com a descoberta, em 1894, pelos abades José Brenha e Rafael Rodrigues , de inscrições aparentemente alfabéticas numa anta de Carrazedo de Alvão, próximo de Vila Pouca de Aguiar (Trás-os-Montes).

Este alfabeto, denominado de Alvão, é constituído por dezenas de sinais e símbolos que traduzem não só fonemas como também ideias complexas no âmbito do simbolismo universal. Mendes Corrêa reconheceu a autenticidade do alfabeto do Alvão, o que demonstra a existência de um alfabeto ocidental próprio. Em 1925, a jazida arqueológica de Glozel, no sul de França, estudada por Antonin Morlet, revelou inúmeros objectos e placas de argila cobertos de sinais alfabetiformes. O arqueólogo francês, conta-nos Mendes Corrêa, "conseguiu encontrar cerca de 100 caracteres diferentes, considerando-os como pertencentes a um primitivo alfabeto neolítico ocidental, do qual teriam derivado, com as simplificações necessárias, vários alfabetos mediterrânicos, os quais estariam assim longe de se deverem considerar os mais antigos.”

Vários arqueólogos de nomeada, como Leite de Vasconcelos, o abade de Breuil ou Salomon Reinach, debruçaram-se sobre esta surpreendente descoberta. Reinach, ao cabo de dois dias de investigações, declarou: “Afirmo sem hesitações, já que não posso recusar o testemunho dos meus próprios olhos e a evidência das descobertas feitas na minha presença, que todos estes objectos, por mais extraordinário que possa parecer, são autênticos, sem retoques, todos da mesma origem.”

A analogia das pedras de Glozel (França) com as de Alvão é por demais significativa, a ponto de S. Reinach afirmar que “Glozel e Alvão confirmam-se mutuamente. Duvidei, já não duvido”. Numa carta dirigida a Leite de Vasconcelos, o arqueólogo alemão acentuou “o facto de terem sido os portugueses os verdadeiros precursores nesta ordem de descobertas relativas às origens do alfabeto”. 

Para Mendes Corrêa, esses sinais alfabéticos encontrados na Península, bem como no sul de França “…demonstravam a tese da existência de uma remota escrita pré-histórica na Europa Ocidental (…). Em caso algum a escrita ibérica poderá considerar-se derivada do alfabeto fenício. A maior parte dos caracteres ibéricos não está representada na escrita fenícia. Portanto, ou se trata de escritas com origens distintas, ou foi a fenícia que derivou da ibérica, e não esta daquela.” - Eduardo Amarante
 in "Templários", Vol. 2


 

OS INCÊNDIOS EM PORTUGAL E A "AGENDA" DO MEDO NAS POPULAÇÕES



Diante do medo e do pavor de “ataques terroristas”, da violência generalizada, de roubos, assaltos e sequestros, as pessoas não conseguem raciocinar adequadamente e, nesse contexto, abrem mão das suas mais elementares liberdades individuais em troca de segurança.
Conhecemos a verdadeira ideologia de Weishaupt graças a um documento conhecido pelo nome de Novo Testamento de Satã, guardado a sete chaves pelos Iluminados da Baviera. Eis alguns excertos do documento:
“O primeiro passo para controlar os seres humanos e ser dono da opinião pública é semear a discórdia , a dúvida e criar pontos de vista opostos durante o tempo necessário para que os seres humanos, perdidos nessa confusão, não mais se entendam e se convençam de que é preferível não ter opinião pessoal quando se trata de assuntos de Estado.
“É necessário atiçar as paixões do povo e criar uma literatura insípida, obscena e repugnante (...)
“O segundo segredo consiste em exacerbar as cobardias humanas, todos os maus hábitos, as paixões e os defeitos até que reine a total incompreensão entre os seres humanos.
“É preciso, sobretudo, combater as personalidades fortes, que representam os maiores perigos. Quando demonstram um espírito criativo, produzem um impacto mais forte do que milhões de pessoas mantidas na ignorância.
“Invejas, ódios, disputas e guerras, privações, fome e propagação de epidemias e incêndios devem esgotar os povos a tal ponto que os seres humanos não possam ver outra solução que a de se submeterem plenamente ao domínio dos Iluminados (...)
Excertos extraídos de "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

LUSITANISMO


“De cada vez que Portugal está em perigo surge o lusitanismo. O lusitano tem a capacidade de se misturar com os outros sem se impor. Esta capacidade é extraordinária, e vejo uma grande probabilidade de que seja no meio dos lusos que vão surgir os guias espirituais da Humanidade. Porque nós caminhamos para uma catástrofe gigante. “(Talvez) essa capacidade, esse gene, venha ao de cima e dê a algumas pessoas a genica para realmente cumprirem a tal razão de existência, da qual já Fernando Pessoa nos falava.” 

Rainer Daehnhardt, em 1997, numa entrevista ao “Expresso”, aquando da mega-exposição na Cordoaria Nacional sobre o tema “Em Busca de Cristãos e Especiarias”, onde expôs mais de 10.000 peças alusivas à História de Portugal, numa nave com 4.000m2


O AMOR A PORTUGAL



Como pessoa tive o privilégio, e como Português tive o orgulho de fazer parte da lista de amigos de Rainer Daehnhardt.
O primeiro contacto que tive com Rainer foi aquando de um leilão em 1990, precedido de um artigo calunioso, publicado num jornal de Lisboa, intitulado “A Lusitânia em leilão”. Vim em defesa, não da pessoa em questão, mas da mais elementar justiça e bom senso, realçando a importância de todos aqueles que, longe dos interesses político-partidários, lutavam desinteressadamente pela salvaguarda da nossa história e tradições. E sensibilizou-me profundamente o empenho e abnegação deste luso-alemão na preservação e difusão do nosso património cultural, indo às raízes mais profundas da nossa História, para garantir às gerações presentes e vindouras o acesso às fontes documentais, como meio de assegurar a memória da nossa identidade pátria.

A partir daí, foi-se construindo uma relação assente em objectivos e ideais comuns, que resultaram numa primeira acção concreta, sob a forma de uma conferência-debate, intitulada “O Despertar dos Lusitanos”, em Janeiro de 1991. Sala cheia e uma noite bastante animada, com um público empolgado e sedento de história viva, com documentos explicativos de muitos pontos obscuros e distorcidos pela única história que até então conhecia: uma história oficial, repetitiva e redutora.

Afinal, o povo português, que parecia adormecido pelas sereias do consumismo materialista e de uma versão tão enganadora quão manipulada da nossa história, tinha preservado a sua alma viva, sedenta de conhecimento e de verdade. E, mais do que isso, não só queria, como precisava, de uma busca autêntica das suas raízes identitárias mais remotas.

O entusiasmo gerado à volta destes novos conhecimentos – destas novas descobertas – teve o seu ponto culminante na conferência ilustrada com mais de 350 diapositivos, em Abril de 1991, na Fundação Calouste Gulbenkian. O tema foi sobre a Missão Templária nos Descobrimentos. Tratava-se, na época, de um tema extremamente controverso, ainda por cima dado numa das mais prestigiadas fundações culturais de Portugal. E controverso porque, em 1991, para os historiadores encartados era inconcebível ligar os Templários aos Descobrimentos Portugueses. Posso afirmar, com orgulho, que Rainer Daehnhardt foi o primeiro investigador histórico a desvendar publicamente, em Portugal, essa relação, bem como o plano iniciado pela Ordem do Templo e, depois, pela sua herdeira legítima, a Ordem de Cristo, que resultou nas Descobertas Marítimas. O público – apesar de uma parca propaganda – acorreu em tão grande número que, à última hora, a administração da Gulbenkian teve de ceder o Auditório Dois, uma vez que o Auditório Três estava sobrelotado, com muitas dezenas de pessoas à espera no átrio.

Essa conferência, com os vários artigos publicados e o livro “A Missão Templária nos Descobrimentos”, que saiu a público em Maio desse ano (e que já conta 10 edições), marcou uma viragem quanto à interpretação e à importância do conhecimento da História de Portugal, abrindo, desde então, as portas para “o revisionismo da nossa história”.

A nossa Pátria é aquela com que nos identificamos, que amamos, e pela qual estamos dispostos a lutar, a viver e a morrer. Em Rainer, personalidade luso-alemã que tanto tem feito por Portugal, dando a conhecer e exaltando as qualidades próprias da gente lusa, temos o exemplo cabal do que é AMAR PORTUGAL.
Saibamos tornar-nos dignos desse exemplo e da sua amizade."

Eduardo Amarante