O ENIGMA CRISTÓVÃO COLOMBO


Parece indubitável que Cristóvão Colombo pertencia ou, pelo 
menos, tinha ligações estreitas com a Ordem de Cristo, herdeira natural e legítima da Ordem do Templo após esta, no século XIV, ter ficado na Europa reduzida a uma existência oculta. Em Portugal, Colombo consultara minuciosamente os mapas dos templários de Tomar. Mas uma pergunta se põe: Como é que os templários teriam tido acesso a este extraordinário segredo que afirmava existir um outro continente do outro lado do Atlântico? Poderemos encontrar a resposta no facto de os nove cavaleiros que fundaram a primitiva Milícia de Cristo (que originou a Ordem do Templo) terem descoberto nos subterrâneos do antigo Templo de Sa lomão, onde se instalaram durante quase dez anos, antigos documentos que revelavam a presença de terras esquecidas no outro lado do Atlântico. Recordemos que no célebre mapa de Piri Reis constava a existência da Antárctida! Cristóvão Colombo, cujo nome era, na realidade, Cristobal Colón, sentia-se movido por uma missão divina, já que o seu nome, provavelmente simbólico, significava o “portador de Jesus Cristo” (Christum ferens) e também o portador da luz (Christophoros) e o “repovoador” (Colón). Nessa sua missão, Colombo não descobriu a América, mas “desocultou-a” no cumprimento de uma ordem para o fazer. Os iniciados nesta “confraria” secreta a que Colón pertencia, já conheciam a América desde há vários séculos, baseando-se em cartas de navegação e mapas do tempo dos Ptolomeus e dos romanos.

in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS, Vol.3 - A Perseguição e a Política de Sigilo de Portugal: A Missão Marítima"

OS FILHOS DE NOÉ, SOBREVIVENTES DA ATLÂNTIDA, DESEMBARCARAM NA COSTA PORTUGUESA


"Segundo a tradição, existia uma civilização portentosa no meio do Oceano Atlântico que, tendo sido alvo de vários cataclismos (o primeiro ascenderia a mais ou menos 800.000 anos), desapareceu no último ocorrido há cerca de 11.500 anos. Esse desastre terrível e de dimensão universal impactou na memória dos homens sob a
s mais diversas formas. A mais conhecida (por ter sido relatada no texto sagrado do cristianismo – a Bíblia) é o mito do Dilúvio e da Arca de Noé.

Os sobreviventes desse povo atlante, detentor de conhecimentos superiores aos do resto da humanidade, espalharam-se numa verdadeira diáspora para Oriente (nomeadamente a Europa e, posteriormente, a Ásia) e Ocidente (a América), tendo deixado inúmeros vestígios em vários locais, sobretudo próximo do litoral, sob a forma de monumentos megalíticos e, simultaneamente, transmitiram determinados conhecimentos (de agricultura, de construção, etc.) aos povos autóctones, menos evoluídos.

L Charpentier escreve a este propósito: “Torna-se natural encontrar, em todos os povos inicialmente ensinados por esse povo disperso, uma identidade de tradições, que persiste apesar das diferenças de raça, de língua e de religião. E enquanto essa tradição se mantiver nas irmandades de ofício ensinadas tradicionalmente, haverá uma base comum, princípios comuns, aplicados à erecção dos monumentos sagrados…”

Assim, e apesar da perda de memória do seu passado, o dilúvio é um assunto que está presente nos camponeses portugueses. Várias são as localidades que reclamam a fama de terem sido fundadas pelos filhos de Noé, cuja arca aportou em várias partes do país."

in Eduardo Amarante, "TEMPLÁRIOS, Vol.2 - A Génese de Portugal no Plano Peninsular e Europeu" 

OS TEMPLÁRIOS E A VIA INICIÁTICA DRUÍDICA



“Os druidas, seguramente anteriores aos celtas[1], formavam um colégio tornado céltico após a invasão, e eram os herdeiros de uma sabedoria muito antiga que lhes fora transmitida[2]. Conhecimento esse que, por sua vez, terá chegado, via beneditina, a S. Bernardo (de Claraval), grande impulsionador da Ordem do Templo, o qual, segundo relatos da época, teria ele próprio integrado a confraria iniciática druídica.” – Eduardo Amarante


[1] Embora os druidas, cujo nome significa “muito sábio”, estejam, usualmente, ligados aos celtas, a tradição não os considera descendentes desta raça.
[2] Lembremos que os druidas não só eram instrutores, mas também magos. A tradição atribuía-lhes enormes poderes mágicos, tais como o domínio dos poderes de ilusão, a capacidade de levantar ventos e tempestades e de cobrir as terras de nevoeiro para confundir os exércitos e os olhares curiosos, mas também possuíam o dom de ver à distância. Eram médicos do corpo e da alma e realizavam profecias.
Segundo Júlio César (111-44 a.C.), “os druidas ensinavam à juventude o movimento dos astros, a grandeza do mundo e da Terra, as ciências da natureza, a força e o poderio dos deuses imortais”. Por outro lado e apesar de todo o seu saber e poder, a sua filosofia proibia-lhes usar armas e matar, o que de resto contraria muitas das acusações feitas pelos seus inimigos de que faziam sacrifícios humanos. Após a revolta gaulesa do ano 21 da nossa era, o imperador romano Tibério decretou a extinção dos druidas por senatus consulte. No entanto, parece que estes ainda perduraram por mais algum tempo, continuando a ensinar em lugares ermos, em cavernas e em florestas.

A CHAVE PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR


Platão conhecia demasiado bem a realidade humana. Este filósofo da antiguidade sabia que o mundo só podia ser mudado para melhor, melhorando primeiro o próprio homem. Na verdade, só poderemos con
struir um mundo melhor quando o homem se consciencializar de que essa tarefa só é possível se primeiro começar dentro de si. No mundo de hoje é difícil tal acontecer porque, de facto, existem homens que teimam em olhar mais para os outros do que para si próprios. Daí que Platão considerasse a Política como uma arte e uma ciência que devia ser exercida pelos filósofos, pelos verdadeiros filósofos, isto é, por aqueles homens que, pelos seus pensamentos e pelas suas acções mostrassem ser mais sábios e mais capazes de dirigir a Res Pública no interesse de todos os cidadãos. E não tenhamos ilusões: a construção de um mundo melhor não parte de grandes soluções económicas ou sociais; parte, sim, de uma atitude individual de abnegação e altruísmo em relação ao futuro.

A chave do problema está no homem e, portanto, só o homem o pode solucionar. Haja a Vontade e o Querer fazer alguma coisa para mudar o status quo actual. Acredito que a guerra, a fome, o desemprego, a pobreza, em suma, todas as dificuldades e angústias que todos nós temos vindo a sofrer não sejam em vão.

O sofrimento, no pensamento budista, é veículo de consciência e, assim sendo, acredito que esse mesmo sofrimento constituirá uma oportunidade para que despertemos em nós a necessidade de mudança e procuremos a Verdade, a Luz, o Sol (o guia) que brilha no topo da caverna de Platão!
Para bem da Humanidade.
Eduardo Amarante

A SERPENTE – SÍMBOLO E SIGNIFICADO



“Para os povos da antiguidade, a serpente era um transmissor de conhecimento. Nos textos bíblicos encontramo-la, inclusive, relacionada com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Mais tarde, Moisés construiria uma serpente de bronze que sanava os feridos que a olhavam.
Nos povos orientais, a serpente estava associada à transmissão de energia. Esta relacionava-se com uma outra simbologia, a da serpente Kundalini ou energia adormecida no homem. 
Um outro aspecto a ela ligado é o mito da imortalidade e a doutrina da reencarnação (as várias encarnações da alma num corpo), já que periodicamente substitui a sua pele velha por outra nova, num perpétuo rejuvenescimento, à semelhança do que acontece no homem quando muda de corpo (a pele), mas mantém a individualidade que é a sua consciência. 
Um outro símbolo a ela associado é o Ouroboros. Trata-se de um símbolo cósmico em que a serpente aparece enroscada, mordendo a sua própria cauda. Também a vemos enrolada em espiral à volta da árvore (mito de Adão e Eva no Éden), que significa a representação dos ciclos do Tempo.”
In Eduardo Amarante, “Templários”, Vol. 1



ORIGEM ATLANTE PRESENTE NA ALMA PORTUGUESA



Na Península Ibérica, e de forma particular em Portugal, encontramos vestígios indesmentíveis das culturas pré-lusitanas, quer nos monumentos megalíticos, quer nas tradições locais, relativos aos cultos solsticiais[1].
Este povo, que erigiu monumentais blocos de pedra, com uma técnica e simbologia específicas, e que muito provavelmente seria originário da então raça atlante, teria afinidades com vários outros povos importantes na época, como sejam, os tartéssios a sul e os antepassados dos vikings a norte, constituindo, desse modo, a raiz pré-histórica do povo luso.

Para o general João de Almeida, a origem primitiva da raça portuguesa descendia dos sobreviventes da raça atlante, cuja última parte do continente (a Atlântida) foi engolida pelas águas do Atlântico aquando do último grande dilúvio da humanidade ocorrido há cerca de 11.500 anos. Segundo tradições antigas, os atlantes ou os seus descendentes, após este grande cataclismo, teriam deixado em todo o Ocidente, não muito longe da costa, sinais escritos e construções megalíticas que coincidiam com linhas, caminhos ou vias, legando dessa forma uma indicação e, sobretudo, um ensinamento que, mais tarde, veio a ser descoberto e interpretado pelos druidas que, instruídos nessa via, puderam assim utilizá-lo. Esse conhecimento terá sido legado, posteriormente, à Ordem de Cister e, através dela, aos Cavaleiros da Milícia de Cristo, isto é, aos templários.
Fazendo fé nesta antiga tradição, a “raça portuguesa” teria um fundo atlante que seria anterior a todas as posteriores invasões e migrações territoriais. A este propósito, escreve o mesmo autor:
“O sentimento da existência da Atlântida nunca se perdeu, ele esteve sempre na memória dos lusitanos e perdura ainda na alma dos portugueses.”
Tratar-se-ia do inconsciente colectivo que actua na alma, no modus operandi do povo português. Essa reminiscência do continente perdido no fundo do Atlântico (que deu origem ao mito do Dilúvio e da Arca de Noé[2]) explicaria o carácter marítimo e expansionista dos portugueses, da alma lusa. E isto porque o seu inconsciente colectivo impele-os para a busca da aventura rumo ao desconhecido, como que à procura de algo que está para além da memória, alimentados pela eterna saudade do que foi e do que será. Por mais paradoxal que seja, o português não encontra estímulos no tempo presente; é no passado (na nostalgia das origens, na saudade) e no futuro que ele se move, buscando nessa fonte a barca do seu destino e a força do seu génio.

in Eduardo Amarante, "Templários", Vol. 2


[1] As várias tribos, na sua diáspora, foram conduzidas por um colégio de sábios. A repartição dos dólmens e menires em toda a costa ocidental da Europa indicar-nos-ia os pontos de refúgio dos atlantes dispersos.
[2] A este propósito, e de acordo com a mesma tradição, existia uma civilização portentosa no meio do Oceano Atlântico que, tendo sido alvo de vários cataclismos (o primeiro ascenderia a mais ou menos 800.000 anos), desapareceu no último ocorrido há cerca de 11.500 anos. Esse desastre terrível e de dimensão universal impactou na memória dos homens sob as mais diversas formas. A mais conhecida (por ter sido relatada no texto sagrado do cristianismo – a Bíblia) é o mito do Dilúvio e da Arca de Noé. Os sobreviventes desse povo atlante, detentor de conhecimentos superiores aos do resto da humanidade, espalharam-se numa verdadeira diáspora para Oriente (nomeadamente a Europa e, posteriormente, a Ásia) e Ocidente (a América), tendo deixado inúmeros vestígios em vários locais, sobretudo próximo do litoral, sob a forma de monumentos megalíticos e, simultaneamente, transmitiram determinados conhecimentos (de agricultura, de construção, etc.) aos povos autóctones, menos evoluídos. L Charpentier escreve a este propósito: “Torna-se natural encontrar, em todos os povos inicialmente ensinados por esse povo disperso, uma identidade de tradições, que persiste apesar das diferenças de raça, de língua e de religião. E enquanto essa tradição se mantiver nas irmandades de ofício ensinadas tradicionalmente, haverá uma base comum, princípios comuns, aplicados à erecção dos monumentos sagrados…”
Assim, e apesar da perda de memória do seu passado, o dilúvio é um assunto que está presente nos camponeses portugueses. Várias são as localidades que reclamam a fama de terem sido fundadas pelos filhos de Noé, cuja arca aportou em várias partes do país.
A este propósito, consultar do autor a obra “Portugal Simbólico – origens sagradas dos lusitanos”.

RESISTÊNCIA LUSITANA



"Resistir foi sempre o apanágio de alguns poucos homens que, com visão e voluntariedade, souberam lutar em momentos cruciais pelos seus ideais e, com esse gesto, viriam a fundar séculos mais tarde Portugal. Começou com Viriato, chefe lusitano..."
Os lusitanos eram o povo mais aguerrido e numeroso de todos os que habitavam a zona mais ocidental da Península antes da chegada dos romanos.
Espírito belicoso, valentia na guerra, modo de vida simples, costumes frugais, respeito pela instituição familiar, consideração pelos anciãos e uma forte religiosidade eram características sempre presentes entre o povo lusitano que, inclusivamente, chamava a atenção dos escritores gregos Políbio[1] e Possidónio[2] que serviram de fontes para Estrabão.
Foi a partir deste novo momento histórico que se veio a travar a mais cruel das batalhas da sobrevivência do povo lusitano que, com sacrifício, sofrimento, mas também com muita vontade de vencer, iria aprender a mais dura das lições: o preço da sua vida em prol de uma causa, a saber, a defesa da sua identidade própria ameaçada por um novo agressor bem mais poderoso e a quem não desejaria ficar subjugado – Roma.

In Eduardo Amarante, "Templários", Vol. 2


[1] Historiador que viveu entre os anos 200 e 125-120 a.C.
[2] Historiador e filósofo estóico que viveu aproximadamente entre os anos 135 e 50 a.C.

SER OU NÃO SER / VIVER OU SOBREVIVER



“Hoje, na aurora do terceiro milénio, não acreditamos mais na “visão ficcionista” do futuro que nos impingiram. Pelo contrário, vemo-lo ano após ano com mais desconfiança, mais incerteza e mais insegurança. Com mais desconfiança porque sentimos que nos mentem: na política, na informação, no trabalho, na escola; as famílias desagregam-se e a falta de moralidade instaura-se e é oficialmente aceite. Com mais incerteza porque os valores éticos e sociais inverteram-se e com mais insegurança porque não podemos prever o que será o amanhã numa sociedade em que nos sentimos ameaçados pelo aumento do desemprego, pela crise energética, pela violência gratuita, pelo desrespeito pela vida com actos de terrorismo social, pela possibilidade de estalar uma guerra nuclear, etc. Desta instabilidade todos somos responsáveis. Tolerar o mal, tolerar que homens sem escrúpulos utilizem a política, a ciência, a cultura para fins que não sejam o bem comum é equivalente a sermos seus aliados, conscientes ou não.
Neste momento, estamos a iniciar um ciclo muito turbulento e decisivo para nós e para os nossos filhos.
Hoje, mais do que nunca urge redefinirmo-nos. Devemo-nos afirmar: Ser ou não ser. Devemos viver de acordo com os valores morais e espirituais, ou deixar de existir. Hoje não há lugar para os mornos, não há soluções intermédias. Ou afirmamos o Sim, que queremos viver autenticamente de acordo com os parâmetros espirituais ou afirmamos o Não, que não queremos seguir essa via.
Somos responsáveis por aquilo que optarmos e, por conseguinte, seremos o que quisermos ser.” – Eduardo Amarante

CONSTRUTORES DE MEGÁLITOS, LUGARES MÁGICOS E ENERGIAS TELÚRICAS



“Os construtores das grandes civilizações do passado (Egipto, China, Roma, etc.) conheciam, muito antes do Dr. Hartmann, a existência da rede global. Os chineses ainda conserva
m parte desse conhecimento, mediante o emprego da arte milenária do Feng-Shui. Não deixará de ser óbvio afirmar que os construtores dos megálitos tinham um conhecimento perfeito dessas energias telúricas.

John Michell, que escreveu várias obras sobre Feng-Shui e Lung Mei, pensa que não só na antiga China, mas também na Grã-Bretanha, França, Portugal e outros países, os homens escolheram como lugares mágicos aqueles que tinham uma relação directa com uma força terrestre. Esses antigos lugares, sobre os quais se construíram monumentos megalíticos, actuavam como condutores desta energia oculta, mediante as chamadas linhas Ley, que transportavam essa força através de uma rede complexa. Michell descobriu que a imagem do dragão -serpente parecia estar relacionada com certos alinhamentos britânicos que evocam o Lung Mei chinês. Um destes alinhamentos marca uma grande extensão no sul da Inglaterra, desde o oeste em Saint Michael’s Mount, até à costa leste, a norte de Lowestoft, passando pelos antigos enclaves de Glastonbury e Avebury. Esta linha também corresponde ao ângulo do nascer do sol do dia 1 de Maio.
Traçando a linha a partir do oeste, Michell descobriu uma grande incidência de associações do dragão, lendas, nomes de lugares e igrejas erigidas sob a invocação de S. Jorge ou de S. Miguel.

A Igreja dedicou monumentos a estes santos, apropriando-se deste modo desses antigos lugares mágicos que se centravam no culto da serpente ou do dragão, representados pelos monumentos megalíticos. O grande templo megalítico de Avebury parece, com efeito, representar uma serpente. Duas sinuosas avenidas de pedra, cada uma com 15 m de largura e 2 kms de comprimento, partiam do grande círculo central. Uma inflectia para sudeste e terminava num pequeno círculo de pedra (a cabeça da serpente); a outra inflectia para oeste, estreitando-se para formar a cauda da serpente.

Os nossos antepassados, em profundo contacto com a natureza, tiveram seguramente conhecimentos muito mais vastos no que se refere às energias telúricas do que a ciência actual. Por esse facto, não nos deve espantar que os dólmens e menires, autênticas agulhas de geopunctura, não estejam colocados ao acaso, mas, pelo contrário, assinalem pontos precisos percorridos por estas correntes, ou zonas de grande per turbação magnética. Quando em França, nomeadamente na Bretanha, alguns menires foram arrancados do solo por ignorância ou cobiça, houve agricultores que testemunharam terem tido problemas sérios com as colheitas.” – Eduardo Amarante 

REGRAS DE MORAL NO ANTIGO EGIPTO



Na escola iniciática do Antigo Egipto, as regras da moral ficavam gravadas profundamente na alma dos discípulos; já não era a palavra morta do costume, mas a emanação viva do espírito.

“Ama a Deus praticando o bem;
Ama o teu próximo tanto 

ou mais do que a ti próprio;
Não queiras para os outros o que não queres para ti próprio;
Pratica o bem, não para evitar o castigo ou obter recompensa, mas por amor ao próprio bem;
Estima os bons, protege os débeis, afasta-te dos maus, mas não odeies ninguém;
Não julgues pelas aparências as acções dos homens;
Sê prudente nas tuas palavras e temperado nas tuas acções.”

Eduardo Amarante, in "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"

VERDADEIROS E FALSOS PROFETAS


As profecias estão muito para além das simples previsões astrológicas, pois pertencem ao mundo das Causas Naturais, pelo que só grandes seres têm acesso consciente a esse plano. No entanto, existem casos de “profetas”, pessoas que poderemos considerar inconscientes, que têm capacidades ou propriedades mediúnicas (de captar ou receber vibrações desde um plano superior até ao mundo físico) que entram em transe, seja por meio de alucinogéneos, ou por factores psicológicos, ou mesmo por anomalias mentais. Saliente-se que no caso destes profetas acontece que, nos transes hipnóticos, nas sessões mediúnicas e nas experiências com alucinogéneos, a consciência está praticamente ausente. Ao invés, no verdadeiro profeta acontece que a consciência está desperta, consciente, pelo que é, sem dúvida, o meio mais poderoso para intuir as verdades. Neste sentido há uma associação entre o dom do Espírito Santo (em termos cristãos) e aqueles que demonstram muita devoção e pureza de coração. A este propósito, Nostradamus escreve (in Prefácio ao rei Henrique II):
“Tais profecias aconteceram pela boca do Espírito Santo, que possui o eterno e ilimitado poder, unido à força dos céus. Através dele, muitos profetas predisseram grandes e maravilhosas coisas. Eu não me intitulo profeta. Mas reconheço que tudo o que digo vem de Deus.”

In "PROFECIAS - Da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

BRASIL, A “ILHA AUTÊNTICA”, JÁ ERA CONHECIDO ANTES DE 1448


“Em todas as cartas traçadas depois de 1462, encontra-se Antília a ocidente dos Açores. A latitude é variável, mas ela geralmente paira no paralelo de Lisboa ou do cabo de S. Vicen
te (…). Conjectura? Coincidência? Descobrimento autêntico? (…) Toscanelli, escrevendo para Portugal em 1474, faz menção da ‘ilha de Antília que vós conheceis’, e quando Colombo voltou da sua famosa viagem, imaginando que alcançara as ilhas externas do Japão, em Portugal apenas se disse: - Esteve na Antília! Além de Antília há a ‘Ilha Autêntica’, a sudoeste de Cabo Verde, traçada por Andrea Bianco num mapa de 1448. Andrea Bianco estivera em Lisboa precisamente antes dessa data. (…) a ‘Ilha Autêntica’ ali representada é um trecho de costa que se insere como se estivesse a mil e quinhentas milhas a ocidente da África, o que nos leva ao Brasil!” – Elaine Sanceau


in Eduardo Amarante, “Templários”, Vol. 3

TARTESSOS, COLÓNIA ATLANTE NO SUL DE PORTUGAL E ESPANHA?


Tartessos foi identificada com a própria Atlântida de Platão, aquela Poseidonis que sucumbiu, segundo o filósofo grego, há 11 500 anos. Seria porventura Tartessos o berço cultural da Europa, resto ou colónia de um continente submerso próximo dos Açores como o próprio Platão sugeria?”

Quanto a esta civilização, o geógrafo grego Estrabão atribuiu-lhe 6000 anos de antiguidade e comparou a sua fabulosa riqueza e o refinamento das suas gentes aos do Oriente. Efectivamente, os Romanos, e antes deles os Cartagineses, quando entraram na parte meridional da Península, depararam com um povo notavelmente culto e distinto, em contraste com os que viviam mais a leste e ao norte: tratava-se dos Tartéssicos ou, mais concretamente, dos Turdetanos, seus supostos sucessores, já que a civilização de Tartessos teria desaparecido pelo século V a.C.
Estes Turdetanos seriam, na realidade, uma confraria de iniciados, detentores de um vasto saber ancestral, que praticavam profecias e augúrios.

in "PROFECIAS - Da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

A LENDA DO IMPERADOR ADORMECIDO


Ao aproximar-se o Ano Mil, com o caos reinante numa Europa submersa na pobreza e na ignorância, surge a lenda do imperador adormecido, como reminiscência de outras épocas mais luminosas:

“O imperador Otão III (983-1002) foi prevenido em sonhos de que devia exumar o corpo do imperador Carlos Magno. Sabia-se que o corpo repousava em Aix-la-Chapelle, sem se poder precisar exactamente onde. Após três dias de jejum, os pesquisadores partiram para a sua busca. Descobriram o corpo de Carlos Magno, como Otão tinha sonhado, numa cripta abobadada, sob a Basílica de Santa Maria.


A exumação de Carlos Magno por Otão inflamou as imaginações. Dizia-se que Carlos Magno tinha sido descoberto com o ceptro na mão e o Evangelho sobre os joelhos, que estava apenas adormecido e que acordaria um dia para reinar sobre a Europa, como tinham anunciado os profetas. Após a morte de Frederico II (1250), a lenda foi alterada em seu benefício (*).

“O imperador prometido dorme no seio de uma gruta da Turíngia.”

Frederico II de Hohenstaufen (1194-1250), imperador da Alemanha, rei dos Romanos, rei da Sicília, rei de Jerusalém foi um inimigo irredutível dos papas. A sua procura da chave do conhecimento oculto levou-o a ser iniciado no sufismo islâmico e nos mistérios templários em S. João d’Acre no ano de 1228. Aí, foi escolhido pelos cavaleiros templários e teutónicos para ser o Imperador do Mundo. O plano, no entanto, fracassou com o ataque da Igreja aos Templários e a instauração da Inquisição. O castelo octogonal de Castel del Monte, na Sicília, que deveria ser a sede do novo império, testemunha esse fracasso.

(*) Na realidade, o mito do Imperador rodeado pelos seus cem cavaleiros, que despertarão quando for a hora para repor a justiça e a paz no mundo, é antiquíssimo e universal. Só a título de exemplo, temos na Bretanha o mito do Rei Artur e, em Portugal, o mito sebastianista, em que D. Sebastião, no papel de Avatar, virá montado sobre um cavalo branco, como o Kalkî Avatar dos textos sagrados da Índia.

in "PROFECIAS - Da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

A LENDA DO REINO DA ATLÂNTIDA E OS AÇORES

Nas grandes civilizações da antiguidade dizia-se que para além das Colunas de Hércules, hoje Estreito de Gibraltar e onde agora se estende o Atlântico, dominava o poderoso império dos Atlantes.Esse 
império era constituído por uma federação de dez reinos, sob a protecção de Poséidon, pelo que os Atlantes eram exemplares no seu comportamento, não se deixando corromper pelo vício e pelo luxo.
Toda a Atlântida era sonho e delícia. A terra produzia madeiras preciosas; havia minas de metais nobres; o clima excepcional favorecia uma agricultura florescente; as casas e palácios evidenciavam conforto e riqueza; havia estradas e pontes óptimas; e o desafogo económico proporcionava o aparecimento de sábios e artistas. Todos se compraziam apenas em gozar e explorar as riquezas do seu reino, mas não deixavam de se ensaiar na arte da guerra.
Assim não foi difícil aos Atlantes defenderem o seu território dos ataques daqueles que, levados pela inveja, ansiavam conquistar a tão prodigiosa Atlântida. De tal modo se portaram na defesa da terra que o orgulho desabrochou e deu-se pela primeira vez a ambição de alargar os domínios do reino. O poderoso exército atlante alastrou por todo o mundo conhecido de então e dominou os povos. Inibriados pelo tempo, deixaram-se dominar pelo orgulho e pela vaidade, caindo no luxo e na corrupção, desrespeitando os deuses.
Zeus convocou um concílio para que se aplicasse um castigo aos Atlantes, agora tão depravados. Em consequência , a terra tremeu violentamente, o céu escureceu como se fosse noite, o fogo lambeu as florestas, o mar galgou a terra e engoliu aldeias e cidades. A Atlântida e toda a sua prosperidade desapareceram para sempre na imensidão do mar, mas nove dos montes mais altos dessa linda terra ficaram a descoberto. Muitos anos mais tarde essas pequenas ilhas, restos do grande continente, foram povoadas e são hoje as 9 ilhas dos Açores que, pelo seu clima bonançoso e bom, pela beleza da sua paisagem, lembram a próspera Atlântida.

"PROFECIAS - Da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

OS ÚLTIMOS DIAS DA ATLÂNTIDA


Observa-se por todo o globo sinais de uma grande mudança. Toda a humanidade se encontra num estado de “tensão” e expectativa. Os mais cépticos afirmam que se deve ao estado de crise que se vive a nível global. Já os esoteristas afirmam que estes sintomas estão relacionados com o “inconsciente colectivo” que pressente uma terrível selecção ou separação do trigo do joio, exemplificada da seguinte forma por um ocultista:

“Quatro círculos concêntricos apresentam-se actualmente para definirem a evolução espiritual da humanidade: o primeiro, ou externo, é formado pelos irremediavelmente perdidos, ou seja, por aqueles que se irão defrontar com o dantesco portal onde se lêem as palavras Lasciate ogni speranza, o voi ch’entrate. Sim, para estes, foram perdidas todas as esperanças; o segundo é constituído por aqueles que lutam como raros náufragos que nadam num vasto abismo, Rarinantes in gurgite vasto; o terceiro círculo é formado pelos já redimidos ou salvos, isto é, por todos aqueles que passaram pelas dolorosas provas da vida e delas saíram vitoriosos; finalmente, o quarto círculo é formado pelos instrutores e guias da humanidade, que se acham ocultos no interior do templo dedicado ao culto de Melquisedec e ao serviço da Grande Fraternidade Branca.

“Para os cegos de espírito que obstinadamente negam este futuro óbvio, eis os conselhos do sábio sacerdote atlante RA-UM:

‘Quando a estrela Baal caiu no lugar onde hoje só existe mar e céu, os dez países (*), com as suas Portas de Ouro e templos transparentes, tremeram e estremeceram como se fossem folhas de uma árvore sacudida pela tormenta.
Eis que uma nuvem de fogo e fumo se elevou dos palácios. Os gritos de horror lançados pela multidão enchiam o ar. Todos procuravam refúgio nos templos até que o sábio MU, apresentando-se-lhes, disse:
– Não vos predisse eu todas estas coisas?
Os homens e mulheres cobertos de ricas vestes e pedras preciosas clamavam:
– MU, salva-nos’
Ao que MU respondeu:
– Morrereis com os vossos escravos, as vossas riquezas, e das vossas cinzas surgirão outros povos. Se eles, porém, vos imitarem, esquecendo-se de que devem ser superiores, não pelo que adquirirem, mas pelo que oferecerem, terão destino idêntico ao vosso. O mais que posso fazer é morrer convosco. Já que não tivestes dignidade para viver, tende ao menos dignidade para morrer’.

As chamas e o fumo tragaram as últimas palavras de MU que, de braços abertos para o Ocidente, desapareceu nas profundezas do oceano juntamente com 64 milhões de habitantes do imenso continente.”

(*) Referência às dez ilhas da Atlântida. Conta a lenda que Poseidon ter-se-ia apaixonado por uma jovem órfã chamada Clito e, de maneira a poder coabitar com o objecto da sua paixão, teria erguido uma barreira constituída por uma série de muralhas de água e fossos aquíferos em volta da morada da sua amada. Viveram assim por muitos anos e desta relação nasceram cinco pares de gémeos. Ao mais velho o deus dos mares deu o nome de Atlas. Após dividir a ilha em dez áreas circulares, Poseidon concedeu-lhe a supremacia, dedicando-lhe a montanha de onde Atlas espalhava o seu poder sobre o resto da ilha (In Wikipédia).

In "PROFECIAS - Da Interpretação do Fim do Mundo à Vinda do Anticristo", Eduardo Amarante

MAGIA BRANCA E MAGIA NEGRA NA ATLÂNTIDA



Nas últimas fases da Atlântida, a religião natural ou sabedoria arcaica dividiu-se em dois caminhos: o da direita (magia branca) e o da esquerda (magia negra, sinistra[1]) que, desde então, vêm repartindo entre si o domínio do mundo, inspirando as mais heróicas epopeias, cuja tema central é sempre a luta entre o bem e o mal, a luz e as trevas.
Os seguidores da magia negra, caminho de perdição sob o ponto de vista kármico, instituíram um colégio sacerdotal com o único objectivo de aplicar a sabedoria primitiva em benefício dos seus particulares egoísmos, escravizando os povos menos instruídos que os seguiam, com as falsas promessas e o engodo próprios dos “lobos vestidos com pele de ovelha”. Como resposta, os iniciados da mão direita tornaram aquele saber e aquelas verdades cada vez mais esotéricas e secretas, criando assim os mistérios. Desde aquela remota época que as posições ficaram definidas: uns dividem para reinar, enquanto outros unem para resistir[2]. Esta resistência expressa-se pela fraternidade universal, proclamada por todos os Mestres da humanidade como Melquisedec, Rama, Krishna, Zoroastro, Hermes, Orfeu, Buddha, Odin, Jesus Cristo, etc.
Foi então que os magos brancos, partidários da religião-sabedoria primitiva, refugiaram-se durante longos séculos no extremo mais ocidental do mundo e último resto da Atlântida desaparecida. Ali, custodiados pelo Dragão de Sabedoria, conservavam-se os “pomos de ouro que davam, tal Graal, a ciência, o elixir da longa vida e a eterna juventude, simbolizando a árvore e o fruto da ciência do bem e do mal, as maçãs de Eva e da nórdica Freya. Esse fruto, como tudo nesta natureza dual, tanto dá o conhecimento e a eterna juventude, como também pode dar a morte, caso seja empregue a perversidade nigromante dos que egoistamente actuam em benefício próprio contra os supremos interesses da humanidade…

Eduardo Amarante, in "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"



[1] Em italiano esquerda diz-se sinistra, reflexo de alguma reminiscência ancestral.
[2] Todos aqueles que procuram dividir, manipulando a informação, semeando a intriga e a mentira, caluniando, fomentando a discórdia, são servos do mal, ainda que por vezes inconscientemente. Recordemos o significado da palavra diabo e veremos que todos os que procuram a separatividade estão a servi-lo, encontrando-se sob a sua esfera de influência. Pelo contrário, todos os que procuram a união, servindo-se do amor, da compreensão, da tolerância, empregando a verdade e sendo solidários com os outros, são servos do bem, ainda que por vezes não se dêem conta disso. Lembremo-nos do significado da palavra religião e veremos que todos os que procuram a união estão bem consigo próprios e com os outros e estão ao serviço do Bem e da Verdade, que é Deus. Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego antigo διάβολος, “aquele que separa”); Religião (do latim religio, re-ligar, ligar de novo, e Yôga, do sânscrito yug, laço, união).

O CULTO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO



“Esta festividade é celebrada cinquenta dias após a Páscoa, na festa de Pentecostes.
O culto do divino Espírito Santo sob a forma de Império é próprio do mundo lusíada, conservando a sua fidelidade às origens nos Açores e no Brasil.
O Império do Espírito Santo representa simbolicamente o advento da Terceira Idade do Mundo. Se a lei do Antigo Testamento foi específica da Idade do Pai e a lei evangélica da do Filho, a futura lei do Evangelho Eterno sê-lo-á da do Espírito Santo, marcada pela confraternização universal. Cada um destes períodos históricos (Pai, Filho e Espírito Santo) estaria na origem de diferentes formas religiosas, manifestadas sucessivamente de Oriente para Ocidente.
As festividades em honra do divino Espírito Santo caracterizaram-se pela rapidez da difusão do culto a todo o país. O seu apogeu situou-se entre o século XIV e a primeira metade do século XVI, coincidindo precisamente com o apogeu da expansão marítima, o que demonstra inequivocamente que houve uma íntima relação entre ambas as realidades. Passado esse tempo áureo, com a consequente decadência não só política e económica, mas fundamentalmente moral e espiritual, a sobrevivência dos ideais que constituem o fundamento desta devoção desenrolou-se por intermédio do messianismo do Quinto Império.” – Eduardo Amarante

AS MULHERES NA IDADE MÉDIA


As leis que norteavam a Idade Média até ao séc. XIV eram bem diversas daquelas que inicialmente poderíamos supor. E isto porquê? Porque:
• O casamento dos sacerdotes era admitido até ao século XI;
• A herança das mulheres e crianças era legal até ao século XIV;

• A maioridade acontecia aos catorze anos até ao século XVI;
• E, por último, a esposa, ao conservar o seu nome próprio até ao século XVI, engendrou liberdades que foram de seguida ferozmente reprimidas. (*)
Inclusivamente, a mulher no tempo das catedrais conservava os seus bens pessoais no casamento. Tinha o direito de fazer testamento. Não era considerada a metade do seu marido, mas a sua companheira.
A célebre Lei Sálica que proibia as mulheres de reinarem, só foi introduzida no século XlV. Até então, a mulher medieval, tal como a mulher celta, podia suceder ao marido e tomar conta do feudo após a morte dele. Foi Filipe o Belo, “carrasco” dos templários, o primeiro a decretar uma lei que visava afastar a mulher da sucessão ao trono.

(*) Muitas das (re)conquistas sociais da actualidade fariam, certamente, sorrir Bernardo de Claraval…

In Eduardo Amarante, “Templários”, Vol. 3

A MALHA DO TEMPO E OS PORTAIS ENERGÉTICOS DA TERRA



Existem lugares especiais, ou melhor dito, mágicos, que funcionam como que uma espécie de portais energéticos, ou centros de energia, onde a malha do tempo é menos forte e onde o véu de Maya também se faz sentir com menos intensidade. Através dos conhecimentos milenares da China, o planeta Terra possui “caminhos energéticos”, à semelhança do corpo humano que possui os nadis (fluxos energéticos que “equivalem” aos circuitos prateados dos chips dos actuais microcomputadores). Esses portais funcionam como garante da comunicação da Terra com outras fontes de energia, tal como sucede com os nossos centros energéticos (chakras) que funcionam ao longo da espinal medula do homem. A partir destes centros temos acesso a outros planos de consciência ou, em termos científicos, a outras dimensões.

in Eduardo Amarante, Profecias – Da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo

OS LUSITANOS E O MEGALITISMO


“Os Lusitanos estavam genealogicamente relacionados com os antigos construtores dos megálitos peninsulares. Quer isto dizer que a sua presença na faixa ocidental da Península Ibérica remonta a tempos imemoriais, muito anteriores à vinda dos Celtas, bem como dos próprios Iberos. Mas o que importa acima de tudo salientar é que as influências culturais e talvez somatológicas de povos que penetraram tardiamente na Península, esbarraram com os vestígios de uma cultura pré-histórica de tipo superior que, embora desactivada após uma longa estagnação e decadência, não deixou de contribuir poderosamente, quer na preservação das “tendências autonómicas hereditárias” dos Lusitanos quer no domínio cultual pelo simples facto da sua presença e conteúdo mágico. Os Celtas limitaram-se apenas a dar-lhe um novo uso, revitalizando as forças que estes objectos possuíam ou canalizavam.”

In Eduardo Amarante, “Portugal Simbólico – Origens Sagradas dos Lusitanos”

A SOBERBA DOS MAGOS NEGROS LEVOU À DESTRUIÇÃO DA ATLÂNTIDA




O poder e a ciência de que os atlantes eram detentores levaram-nos à guerra que trouxe consigo a destruição por forças que eles próprios foram incapazes de controlar.
Os magos negros da Atlântida, ao infringirem a Lei Universal (Dharma), foram os principais responsáveis pelo grande Dilúvio Universal que fez recuar a humanidade para uma longa idade da pedra. Alcançaram tremendos conhecimentos científicos que utilizaram para a destruição e opressão de outros povos e para desafiar os próprios poderes divinos, tal era a sua soberba e a sua cegueira espiritual. Estes factos, porque ocorreram em tempos imemoriais, são tidos como míticos. Na realidade, a distância que vai do mito à história é, fundamentalmente, temporal. Hoje em dia abriu-se a caixa de Pandora da ciência, e muitos conhecimentos que deviam ser vedados a mentes sem escrúpulos caíram nas mãos dos ambiciosos fariseus, que não crêem em Deus, não crêem no Homem e não respeitam coisa alguma, a não ser a sua própria soberba. Foi assim que essas mentes diabólicas desenvolveram armas capazes de escravizar grande parte da humanidade… até ao dia em que o Dharma actue, com toda a força do Céu.
Existe no mundo manifestado uma luta entre duas forças opostas, luta essa que está no cerne de toda a actividade humana e do seu sentido de permanência, mais do que de simples sobrevivência. Trata-se do eterno combate entre o bem e o mal, a luz e as trevas, em que o homem é o protagonista, pois ao longo da sua existência ou, mais correctamente, das suas sucessivas vidas, está “em luta constante com um mundo que deve ‘transmutar’ se quer cumprir plenamente o seu destino.

Eduardo Amarante, in "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"

Ilustração: "A Destruição da Atlântida", Thomas Cole, 1836.

O GOVERNO DOS REIS-DIVINOS NO EGIPTO E O AFUNDAMENTO DA ILHA DE POSEIDONIS (último resto da Atlântida)




Nas épocas arcaicas do Egipto, que coincidiram com a governação dos Reis-Divinos, antes do afundamento da Ilha de Poseidonis (último resto da Atlântida) no oceano Atlântico, há 11.500 anos, a Terra de Khem (*) estava dividida em três zonas:
·      A costeira ou do Delta, dedicada ao comércio com o mundo exterior;
·  A de Mênfis e Tebas, região dos discípulos, onde tiveram lugar os grandes cultos e as iniciações egípcias;
E a região superior da Núbia e Abissínia, habitada pelos grandes Mestres Iniciados, onde se situava a Grande Loja Branca desde tempos anteriores ao afundamento de Poseidonis (**).
Quando se provar oficialmente que houve, de facto, um tão repentino quão avassalador cataclismo geológico que destruiu a portentosa civilização da Atlântida, admitir-se-á a probabilidade de catástrofes bruscas à escala planetária. A História académica poderá, então, preencher as grandes lacunas ou buracos negros que existem no desenrolar da evolução humana.
Não podemos deixar de citar aqui as palavras proferidas pelo egípcio Sonchis, sacerdote de Saís, ao legislador grego Sólon, de quem descendia Platão pelo lado materno:
“Vós tendes almas jovens; não tendes qualquer velha tradição, nenhuma crença ou conhecimento consagrado pelo tempo, porque foram numerosas as destruições infligidas à humanidade e sê-lo-ão ainda mais.”
Por seu lado, Eusébio de Cesareia (265-339), autor da História da Igreja, refere nos seus escritos que Manethon, sacerdote e historiador egípcio, guardião dos arquivos sagrados do templo de Heliópolis, tinha estudado história nas inscrições das colunas feitas por Thot/Hermes. Após o Dilúvio, esses textos foram traduzidos e transcritos para rolos de pergaminho e guardados nos labirintos subterrâneos de templos desconhecidos. Os Anais históricos da Antiguidade referem que esses enormes depósitos foram construídos por instrução dos sábios da Atlântida, que sabiam da aproximação de um grande cataclismo. Também Crantor (300 a.C.) relata que no Egipto, em lugares secretos, havia colunas que foram mostradas a algumas personalidades gregas, sobre as quais estava gravada, em hieróglifos, a história da Atlântida.
Segundo Heródoto, os sacerdotes egípcios mostraram-lhe 345 estátuas de grandes sacerdotes egípcios que se sucederam durante mais de 11 000 anos, acrescentando:
“Eles afirmam ter absoluta certeza sobre essas datas, porque tiveram sempre o cuidado de anotar, por escrito, a passagem do tempo.”
Segundo o historiador grego Diógenes Laércio, os arquivos dos sacerdotes egípcios tinham, na sua época, século III d.C., uma antiguidade de 49 500 anos.

(*) Aegyptus, a Misteriosa, foi o nome que os gregos atribuíram a essa terra de mistério.

(**) Estudos geológicos demonstraram que grandes alterações climatéricas ocorridas durante o período mesolítico, começaram entre os dez e os nove mil anos a.C., – o que corresponde, precisamente, ao afundamento da ilha de Poseidonis – e terminaram há cerca de cinco mil anos a.C. na Europa.


Eduardo Amarante, in "Profecias - da interpretação do Fim do Mundo à vinda do Anticristo"